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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

10
Jun08

MEMÓRIAS DA GUERRA - DESERTAR

samueldabo

Manuel António no fundo da caserna e no  silêncio da madrugada, onde só o ruído constante e monótono do motor da geradora, tão monótono que deixara quase de se ouvir, soava na penumbra.

Deixar tudo para´trás, a família, o grande amor da sua vida. Sim era aqui que tudo esbatia e se embrulhava em reflexos de si e do problema que de si evoluía em emanações voláteis e pouco consistentes para agir.

Seria de noite, mas não enquanto todos dormissem, porque havia as sentinelas e toda a Aldeia para atravessar. Também não adejava  que fosse pegando o vento, em metáfora de fuga alada. Mas fugir, queria. Não fugir como soe dizer-se por cobardia, por não ter argumentos que satisfizessem a sua consciência, mas por sentir que era uma violência inútil, o que lhe ordenavam que fizesse. E havia as crianças que podiam morrer, nas armadilhas, nas emboscadas. As violações consentidas de mulheres, de crianças.

A palavra coragem a desenraizar-se, batendo nas têmporas latejantes, tornando-se grande e tapando a palavra amor que procurava subsistir em toda a plenitude da negativa de não o fazer, de ficar e aguentar.

Havia quem o tivesse feito antes. Paris, Argel. Uns tinham apoio financeiro, outros não. Chegados lá faziam-se à vida. Procuravam ajuda entre os que lá viviam e tinham segurado a existência e alargado o fio condutor. Digladiavam-se provavelmente noutras lutas não menos sórdidas.

Mas ele, Manuel António estava ali naquele fim de mundo. cheirando a catinga, suado e debatendo-se com a coragem e a cobardia, a razão e a ilusão do nada absoluto, onde a palavra amor ganhava uma particular acuidade. Sonhava com o amor de uma mulher absoluta de carisma na sua essência dela e na sua própria, dele, Manuel António.

Há dias que mal dormia. Debatia-se no infinito da virtude que se evadia de si enovelada em argumentos fantásticos de ser homem. Ser homem pela primeira vez, assumindo toda a responsabilidade de o ser e não mais se escudar em estímulos estereotipados de que alimentava  o próprio ego.

Podia ser morto na fuga. Ou no acto de captura, se os outros não se apercebessem que queria passar para o lado deles. Como entender-se com os dialectos da guerrilha? Não iria encontrar, por grande sorte , quem falasse Português e Amílcar Cabral estava morto.

A estratégia estava delineada na sua mente febril. Havia ainda os prós e os contras. A loucura total da irrazão. Vencer a todo o custo a mediocridade que se achava por não ser.

Na coluna os homens iam sempre em fila e ele escolheria ser o último. Ninguém gostava de ir em último. Olhar para trás e saber que não havia nada, gente sua. E deixar-se-ia ficar, como se tivesse perdido o contacto e ficado desorientado do rumo e não quisera gritar.

Levaria as cartas e os escritos que criara no tempo passado naquele pesadelo de mistério onde as pessoas tinham olhos profundos e as crianças olhavam abismados para a pele diferente.

A decisão aprumava-se na ideia em concreto. Ainda uns pequenos pormenores. Alguma resistência. Quando as cartas que enviava diariamente não chegassem. Imaginar a dor daquele corpo franzino e belo de mulher que amava do interior de si e que sentia ser igualmente amado, visceralmente amado. Como cortar este elo que o ligava em espírito.?

Tentou afastar as ideias por um momento. mas não, voltava tudo de novo, insistente, e a dor nas têmporas latejantes, como se fosse explodir a cabeça e tudo terminasse ali sem que tivesse de mover-se, em atitude.

Dois dias depois desta batalha mental, a noite pusera-se apática e dolorosamente quieta de luz do luar. Tudo opaco em redor de onde a luz dos candeeiros  não chegava.

Os homens ,convocados durante a tarde reuniam-se na parada. Peitos arfantes de confusão interior não manifestada. Gente boa dos campos e das cidades. Gente inteira, como os negros que agora em silêncio, também eles preparavam mais uma saída, como guias das picadas que iriam percorrer toda a noite em patrulha de reconhecimento, carne de primeira para balas e armadilhas. Prevenção.

Manuel António vai atrás, seguro de si, convicto da temeridade da ideia. Do que deixava ficar.

Os homens deambularam a noite toda e não encontraram a caça. Aos primeiros alvores da manhã entraram no quartel visivelmente cansados. Os rostos cor de cera. As pernas bambas, indolentes  e iam-se deixando cair pelos cantos de encontro à caserna.

O Alferes conta os homens, reconta e ,em sobressalto, diz que falta um homem.

Chama-os um por um. manda alguém  ás latrinas, ao interior da caserna, que voltam dizendo não haver ninguém mais.

Falta o Manuel António, o cabo.

15
Abr08

A ILHA DA MADEIRA...O SR. JARDIM E NÓS

samueldabo

A Ilha da Madeira é linda. E não consigo dizer mais nada. Há semanas que guardo em rascunho as minhas impressões sobre aquela que foi a primeira Ilha que visitei. Que me deslumbrou. Mas as palavras não saem.

Sinto uma pressão intensa que me incita a dizer que não compreendo, como já no meu tempo de menino se dizia, da Madeira, que era a pérola do Atlântico. E não compreendo depois de ter visitado os Açores.

A dizer que tenho um estigma que se chama Alberto João Jardim, cravado na memória e me impede a progressão das palavras.

De um lado os prepotentes, arrogantes, ao estilo dos governantes, empresários (Sá), os taxistas. No hotel, paguei a conta com um cheque, porque não tinham multibanco ou visa, a um Sábado. Tendo o cheque sido descontado momentos depois. Que estranhas intimidades. A maior livraria do mundo, ou quase. Corredores e andares pejados de livros, em prateleiras, em mesas, em estendais de cordas e presos por alfinetes de roupa. É uma Fundação!...O Bispo do Funchal é parte. Um casal é parte. Os funcionários são parte. Mas, estes últimos recebem como mais valia a formação. Não há livraria no Funchal que não se tenha abastecido de mão de obra na Fundação livraria Esperança.

Nem tudo é negativo.

Num todo não existe o "tudo negativo". Nem no regime do Sr. Jardim, como nem no Regime do Sr. . Salazar. É preciso ver o saldo. Não em obra, Não em aparato. Mas na substância do Ser.

No outro, a multidão de assalariados, servidores apáticos, submissos, deixa andar, nada de politica, nem de cultura, humildes, assistindo ás tramóias dos amos e senhores, votando intimidados pela dinâmica da vozearia contra os Continentais, Colonialistas e opressores do bom povo da Madeira .

Seria mais fácil, se se tratasse de um outro país. Um povo oprimido pela virulência dum astuto ditador de fachada democrática. Mas a Madeira ainda faz parte do meu país. O povo da Madeira é solidariamente ressarcido pelo povo do Continente, ainda que pareça não o saber, para que tenha um rumo, uma vida sã e não tenha que andar à bolina dum nauta emplumado e sem classificação.

O povo da Madeira, pode contar com a solidariedade do povo do Continente, na hora em que tomar consciência do seu isolamento e quiser pôr fim ás diatribes do senhor Jardim.

Eu, enquanto membro do povo do Continente, tenho vergonha de ouvir sistematicamente as atoardas do Sr Jardim, contra o povo do Continente, contra os membros do povo da Madeira que se permitem discordar da sua faustosa politica de endividamento.

O Sr. Jardim é um funcionário público, como o Sr.Sócrates , O Sr. Cavaco Silva, ou a   Dona Rosa e o Sr. Edmundo da repartição de finanças. Porque estará ele sempre acima da lei, da natural e da institucional?

Sinto vergonha do povo da Madeira, porque o "diz-me com quem andas" fica-lhe mal. Tenho até, muita dificuldade em apresenta-lo  a quem quer que seja. E há tanta gente boa na Madeira. Tanta que podia ser um orgulho Nacional.

05
Abr08

PAIXÃO EM ANGRA DO HEROÍSMO . Cont.6

samueldabo

Mariana, jovem advogada, filha única de uma família de classe média, sabia-se possessiva e com desejos inexplicáveis de posse. O que era seu. Partilhar nada. Só o que fosse possível colher quando ela própria se expandia em acessos de verdadeira loucura apaixonada.

Sabia-se bonita e cultivava a aparência , ultrapassando qualquer que fosse o obstáculo, por mais difícil .

Na barra do tribunal, não se coibia de humilhar colegas e arguidos com um sorriso arguto, por vezes sarcástica, senhora que era de influências importantes no meio judicial e da investigação.

Olhos castanhos claros, rasgados num rosto moreno, bem maquilhada, os lábios de um rosa exuberante, cabelos castanhos em revolução, caracóis , farripas ao vento.

Gostava de sessões exaltantes e prolongadas de sexo.

Alguém lhe dissera um dia que era hipersensível , ninfomaníaca ...

Tinha conhecido Alberto nas idas à livraria. A forma apaixonada como ele falava de livros e autores A presença afável, atenciosa, os olhos que a hipnotizavam . O corpo , másculo. Mas sobretudo a voz. O espírito inocente quando lhe dizia que só casava com uma mulher virgem. Quanto muito, semi -virgem. E ela rira-se divertida.

-O que é isso de semi --virgem?

Perguntara maliciosamente, na iminência de o encurralar .

E ele, Alberto, a voz trémula, quente, indiciando vergonha.

-Uma pessoa que não tenha tido relações sexuais há pelo menos doze meses, é, para mim, semi virgem. É como se fora a primeira vez. Pode até ser considerado um fetiche.

E de como ela lhe mentia, porque a entusiasmava mentir-lhe, quando ele falava na teoria do amor absoluto. Amarem-se como um só.

Mariana. A sala vazia. A passar em memória lenta, os curtos meses de casamento com Alberto, que desaparecera.  O empregado da livraria disse que ele fora para a Ilha. Qual Ilha?

Os momentos de grande excitação sexual. Não podia queixar-se. Aí ele cumprira. As discussões quase diárias e ela sem vontade de se esforçar, como ele queria, para alcançarem um traço de união, uma consubstanciação de valores comuns.

E, por fim, esse caso absurdo do irmão dele. Meteu-se na droga? Que se safe. Não era ela que iria manchar a sua reputação, por um caso perdido

Agora trocara-a por uma ilhoa , soubera ontem, e isso não lhe perdoava.

Assinara o divórcio, sem complicar, porque também ela queria sentir-se livre, desimpedida.

Conhecera Santiago, um jovem elegante, físico poderoso, másculo, a respirar sensualidade, num julgamento por tráfico de droga. Conseguira a absolvição graças aos seus argumentos dilatórios e a outros atributos.

Festejaram, no quarto do hotel onde ele se hospedara. Foi uma noite de exaustão a raiar um sadomasoquismo mutuo. Exaltante.

Ficou a saber que Santiago era de S. Miguel, divorciado e que alimentava vingar-se do que ele dizia ser uma traição pós traumática. A ex mulher andava de amores com um tal Alberto do Continente.

Mariana ficou estupefacta. Também ela, agora, com um ilhéu, para si era suficiente, como amor próprio, como vingança.

- Se nós aparecêssemos por lá, ligados, em apoteose.

Santiago olhou-a fixamente, avaliando a recepção dela. O até onde estaria disposta a ir.

-Não, eu tenho um plano que vou pôr em prática quando regressar, mas preciso de apoio jurídico , um apoio interessado, engajado.

E foi descrevendo, com minúcia, como pensava raptá-la, Carla. A ele não importava Alberto. Mas a morte de Carla, uma morte acidental que não o comprometesse, instalara-se na sua mente.

Para Mariana ficou claro que a morte de Carla afectaria profundamente Alberto. Senti-lo a sofrer. Vivo. Visitá-lo na livraria. Fixa-lo  na sua solidão. Provocá-lo.

-Está bem. Dou o meu acordo, isto é, podes contar com a minha colaboração jurídica . Também eu não quero saber dessa vaca para nada, não me aquece nem arrefece a sua morte, mas quanto ao que restar de Alberto, pago para assistir.

E Santiago a explicar o plano, de como tinham cavado uma gruta no Ilhéu das cabras, lugar ermo e frio, a poucos metros da costa, As correntes fortes. O rapto a acontecer em Angra, aproveitando o hábito que eles tinham de se passear à noite, sozinhos , distraídos, confiantes. E  transportá-la para o Ilhéu onde, sem comer e beber, nem os ossos ficarão por vestígio . Os olhos brilhantes com laivos de sangue. Um sorriso malandro nos lábios cerrados, finos, mas belo, no seu conjunto. E voltaram a envolver-se demoníacamente, sedentos de alcançar o inacessivel. Mentes perturbadas.

 

 

04
Abr08

AS PESSOAS ENAMORAM-SE, CASAM, TÊM FILHOS E DEPOIS MORREM

samueldabo

As pessoas enamoram-se. Casam. Têm filhos. E depois morrem.

Ele: estar nos braços descomprometidos da amante. A novidade dos aromas e da conquista. As palavras que levantam a sua auto-estima. Não ouvir diariamente que é um desarrumado, que não faz nada em casa. Levar as crianças. à escola Ir ao hipermercado. O aspecto descuidado, da legitima, quando em casa, a cozinha , a limpeza da casa . O cabelo em desalinho.

O contraste da boa disposição continuada,  da amante. O mistério dos encontros furtivos. Sempre fresca e ataviada para o receber. A descoberta de novos desafios voluptuosos

Ela: O legitimo faz tudo a contragosto. Não dá o devido valor ao esforço que faz para manter a casa arrumada, as roupas lavadas e engomadas. O desleixo nas  finanças familiares. Só quer sexo. Não se importa com o seu cansaço. Desiludiu-a. O amante é carinhoso. Diz-lhe as palavras que ela gosta de ouvir. Enaltece as suas qualidades, o seu valor como mulher e gosta de fazer sexo com ela. Admira o seu corpo jovem. Não vê estrias, nem deformações celuliticas .

Atavia-se quando sai aos encontros furtivos e veste a bata da submissão, quando volta.

Se ousassem reflectir, um no outro, e dizer olhos nos olhos o que dizem aos amantes.

E acreditassem que o amor é uma chama que se alimenta de amor e não de substitutos viciados, desviantes.

Que um homem, uma mulher, não são meras quotas de uma sociedade comercial e cultivassem os valores subjacentes de cada um.

 

 

27
Mar08

ÀS MULHERES-AOS HOMENS-SOBRE O CANCRO DA MAMA

samueldabo

Há  doenças que nos afectam, que nos deprimem, causam dor e morte de gente que faz falta a quem sente a falta, destaco hoje, agora, o cancro da mama, porque nem sempre mata fisicamente, mas destrói imagens coloridas, arruína projectos, desfaz amores que pareciam consolidados. 

Os seios são, do corpo feminino, o órgão mais cobiçado e o mais maltratado, pelo parceiro masculino nos jogos ditos de amor.

Alguns  homens gostam de peitos fartos, duros, outros gostam de seios mais equilibrados, mas querem seios pertinentes, para saciarem ditos prazeres ou angústias,  a falta ou o exceso , no primeiro contacto com o peito materno Frustrações.

Na relação sexual, servem-se dos seios selvaticamente, apertam, sugam, ferem. E pretendem que estejam sempre duros, proeminentes, à disposição da sua gula libidinosa.

As mulheres fazem o que podem para os manter altivos. Sabem que é um ponto importante de dar e receber prazer. Têm filhos. Têm dores. Mas insistem em tudo fazer para agradar e ser agradadas. Em geral, as mulheres têm um orgulho desmedido nos seus seios. Até usam uma peça especifica para os manter suficientemente elevados, como faróis sedutores que ostentam e prometem os restantes atributos não visíveis .

E de repente, por má formação congénita, por tanto terem sido maltratados nos momentos de paixão, por força dos laços genéticos, de per si ou no todo, eis que o impensável  acontece. O bicho temível , corrosivo,  que só  sabíamos nos outros, que não foi detectado a tempo , ou que foi, mas era do tipo expansivo, intratável, toma conta, sem apelo, do seio da mulher.

A mulher que se vê obrigada a suprimir um dos seios ou os dois, sofre um rude golpe a todos os níveis sensoriais do seu ser e ainda constata , muitas vezes, que não passava de um objecto de prazer para o seu par. Quantas vezes abandonada quando mais precisava.

A perda deste símbolo da sua feminilidade e maternidade, causa distúrbios insanáveis que devem obter de nós o melhor da nossa humanidade. E muitas vezes são abruptamente excluídas e sofrem em silêncio, acarinhadas por uma palavra amiga ou a sós, no silêncio de todos os silêncios sem resposta.

O amor, a amizade, a ternura, devem prevalecer sobre a ablação. Sorrir , confiar na grandeza da sua condição de mulher geradora da vida.

Que sei eu disto? Deste drama?

Quíz apenas interromper silêncios. Dizer que estamos aqui e não te excluímos. E embora talvez tarde, agarra a nossa mão e sorri.

 

 

 

 

21
Mar08

AS PALAVRAS QUE SEMPRE TE DIREI

samueldabo

As palavras foram sendo armazenadas a esmo, sem critérios, do que ouvimos e nos foram dizendo, do que lemos.

As palavras tomaram significado, importância na formação da nossa personalidade, à medida que as fomos codificando, armazenando, cada uma em lotes de muitas, na prateleira apropriada, e ali ficaram à espera de serem usadas.

Fomos aprendendo, ardilosamente, a utilizá-las em cada momento e estado de alma e segundo os objectivos que nos propusemos .

Temos palavras para todos os gostos, de circunstância, de amor, de ódio. Até quando dizemos: - Não tenho palavras para.... É porque não nos convém, no momento, dizer as palavras, ou porque tememos as consequências adstringentes.

As mais usadas são o sim e o não, tendência da infância. E nem sempre as assumimos na sua plenitude. Ás vezes trocamos o sentido da nossa própria vontade de as dizer. Dizemos uma quando queríamos era dizer a outra e vice-versa.

As palavras substituíram sons e desenhos que não expressavam adequadamente as nossas emoções. São mais práticas. E podem ter  vários significados  que criamos e que nos permitem sempre recuar perante uma qualquer reacção adversa.

As palavras podem ser absurdas, inapropriadas, indecorosas, obscenas, velhacas, irritantes, doces e melodiosas. Podem ser retumbantes, tímidas , medrosas , humilhantes. Mas são, apenas, palavras.

A patologia que as transforma em arma de destruição maciça, é a mesma que  induz a que se tornem paladinas de sublimes tratados pacifistas.

As palavras são temidas e amadas. São amigas. São desertos, florestas de enganos, são amor e paixão, são derrota e vitória, são traição.

São meras palavras que inventámos, algures no tempo e cujos significados fomos alterando aqui e ali de acordo com o efeito da sua aplicação.

 

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