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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

09
Nov08

DESAFIO DE SOUMINHA- UM BLOG DE EXCELÊNCIA

samueldabo

 

Instruções:

1 - Colocar uma foto sua :

 

  

 

 

 

  2 - Escolher uma banda/artista:

 

José Afonso 

3 - Responder às perguntas que fazem parte do desfio somente com títulos de canções da banda/artista que escolheu:

 

És Homem ou Mulher?

Já fui homem/ já fui batel/ só me falta ser mulher... --- (Ora quem tem mais segredos e medos que não uma mulher?)

 

Descreva-se:

Fui à beira do mar/ ver o que lá havia...

...Será que existe?/ lá para as bandas do oriente...esse mundo

Eu vou ser como a toupeira
 

 O que os outros acham de si:

que sou... um redondo vocábulo...

que...Ali está o rio..dois homens nas margens estão... só um come o fruto o outro não...

que sou um "papuça"


Como descreves o teu último relacionamento:

 Pombas---que voam alto....riscando os céus ...lá vão...

Óh Coimbra do Mondego...e dos amores que eu lá tive...

Dei-te uma Rosa encarnada

 

Como escreves o estado actual da tua relação:

verdes são os campos/ da cor do limão

Maria bonita onde vamos viver?

Eu fui ver a minha amada

 

Onde querias estar agora?

nos cantares do andarilho

 

O que pensas a respeito do amor?

dizem que amor de estudante 

não dura mais que uma hora

só o meu é tão constante

que inda não se foi embora

 

Como é a tua vida?

eles comem tudo, eles comem tudo/ eles comem tudo e não deixam nada!...

mas ... sete fadas me fadaram...
 O que pedirias se tivesses só um desejo:

UTOPIA
 

Escreve uma frase sabia:

Vejam bem / que não há só gaivotas em terra/ quando um homem  "ou uma mulher," se põem a pensar 

 

4 - Passar o desafio a 4 pessoas:

 


 

-Estou_Estupefacta-

http://nayokonakamura.blogs.sapo.pt

-http://mimienanico.blogspot.com

 http://pequenarebelde.blogs.sapo.pt

08
Abr08

E AGORA?

samueldabo

E agora?

Levantas-te pela manhã, à mesma hora. O mesmo ritual. E sais à procura dos dias, dia a dia, a ver o rio, adivinhar o mar ali tão perto e saudar os que, como tu, esquecidos, vagueiam nas ruas ao sol, ao vento, à chuva.

No outro lado da vida, a luta continua encarniçada.

Contar os euros, parecer ser melhor do que o outro, apropriar-se das ideias, comprar, vender, chegar depressa, ganhar, perder, a importância do que dizes, a insignificância dos rivais, os amores, as traições, os objectivos, a ganância, o crime, a fuga aos deveres que nunca aceitamos, a exigência dos direitos.

O teu pensamento está lá, nesse turbilhão excitante que, apesar de tudo, é vida.

Mulher, homem, que nos guardas na memória.

31
Mar08

MARIANAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!...........

samueldabo

Mariana!

 Onde pára o teu espírito atormentado? Olha à volta.  Não és a única que não encontra de, momento,  a paz e o amor  que te roubaram. Há mais mundos, lá fora.

Responde ao apelo dos teus amigos. São poucos. eu sei, mas são bastantes, porque a amizade não se compra, nem é oferta promocional, é antes um bem da consciência e é tão pouca que rareia, não a desperdices Estamos aqui, batemos à tua porta e não respondes.

Partiste? Procuras lugares mais acolhedores? Tudo bem. Mas diz : Olá. Para que saibamos que subsistes e não desististe de viver.

E é tão urgente que digas : Olá.

Um abraço forte de amigo e

a minha mão

09
Fev08

MEMÓRIAS DA GUERRA (A)

samueldabo

O sol tórrido de Julho, manhã cedo, já alagava os pescoços dos soldados e atraía a mosquitagem sedenta, queimando as frontes latejantes dos que, bem atentos, íam picando a estrada de terra amarela avermelhada ao longo do percurso de 8 quilómetros.
O grupo da frente, os picas, pé após pica e novamente pé, na tentativa de detectar mina ou armadilha, detinha a responsabilidade e o risco.
Para tráz, estrada liberta do medo traiçoeiro, ficavam emboscados os pelotões , cada um de quatro, na espessa floresta de tons verdes contrastando com o amarelo do capim.
Chegados ao local, os homens do último pelotão e a milicia que lhes servia de escudo avançado, tomaram posição nas bermas da estrada, sobre a protecção quente e humida da mata.
Por uns breves momentos, a memória alcançava outras paragens, momentos de meninos, outras guerras, os pais, os amores.
O perfume adocicado dos cajueiros, nesperas de África no aroma. O olhar atento dos vigias. Ouviram-se, enfim, o roncar das berliets que se aproximavam, dois terços percorridos sem incidentes
Os homens, impacientes, subiram para as camionetas carregadas de víveres, e alguns sorrisos procuravam desanuviar a tensão das horas anteriores.
Ao iniciar da marcha, Blooommm!..., Uma forte e inexperada explosão, atirou ao ar homens e fardos de comida, como se houvesse uma falha de gravidade.
Os homens espalharam-se pelas bermas e disparavam em todas as direcções, sem nexo.
Depois nada, o silêncio e de repente, um grito lancinante do motorista da primeira camioneta: não, não me deixem morrer. Quero ver o meu filho.
A perna presa por tendões, junto ao joelho. Era grave O comandante pede um helicoptero via rádio. Que não. Os gritos do motorista: quero ver o meu filho. E o quartel general dando instruções, o heli teria de vir de Bissau.
A coluna reorganizou-se. Apesar das picas, o adversário usava outras técnicas, os fornilhos comandados à distância, cujos explosivos são enterrados mais fundo e com antecedência, tornando a detecção quase impossivel com os métodos artesanais.
Apesar dos esforços do enfermeiro, o motorista não iria conhecer o seu filho. E o filho deste homem não vai saber que o pai morreu sem glória, de uma forma torpe ao serviço de interesses
mesquinhos.
Os milicias Africanos que deviam ir na frente recusavam. O chefe deles, corajoso e leal aos compromissos, gritava com eles para que tomassem as posições. E deu o exemplo, procurando arrastá-los, correu para a frente das viaturas e Blooommmm!, nova explosão e já só o corpo dele em pedaços que ninguém iria chorar.
Perdemos a confiança nos milicias. Se eles tinham recusado é porque estavam coniventes. Corrompidos.
Alguns de nós, vencido, de todo,o cansaço, tomámos a dianteira da coluna e regressámos sem mais incidentes.

 

 

registed by: Samuel Dabó

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