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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

28
Abr18

DESEJOS À CHUVA

samueldabo

 

Chuva.jpg

 imagem pública tirada da net

*
DESEJOS À CHUVA
*
a chuva espalha a penumbra
pelos recantos da casa
enche as almas de melancolia
corpos sentados à sombra
desejos contidos numa pausa
a ouvir no mar a maresia
*
almas e corpos desassossegam
em abraços compulsivos
silêncio e os toques eléctricos
nos sonhos que navegam
nas pingos de chuva invasivos
que seduzem patéticos
*
gotas de água pura deslizantes
no silêncio da vidraça
dão um encanto mágico à janela
silenciosas e amantes
servem o desejo erguem a taça
gota de água tão bela
*
jrg

31
Dez12

A POESIA RESPONDE: PRESENTE !!!

samueldabo

imagem pública tirada da net

**

A POESIA RESPONDE:
PRESENTE !!!

***

a poesia
veste-se nas cores de sépia
transpira
troca a mera fantasia
que arrepia
dança a valsa quando toca o vira
*
a poesia
veste-se de adúltera
passa a perna
utiliza subtilmente a cortesia
rebola e espera
pela amizade fraterna
*
a poesia
veste-se de esperança
grita liberdade
exalta a visão da miopia
na mão duma criança
que pede um pão à caridade
*
a poesia 
veste-se na forma de combate
arma-se d'espinhos 
explode na investida faz razia
carrega amor toca a rebate
recua avança esconde os ninhos
*
a poesia
veste-se de fome e amargura
atira palavras recheadas
agasalhos coragem licor de malvasia
arrasa a razão pura
salva crianças das enchurradas
*
a poesia
veste-se de pele tão feminina
apara o futuro esperançada
contra-ataca a medíocre epidemia
resiste à estricnina
espalha humanidade afiançada
*
a poesia
veste-se da luz do amor
regressa esbaforida
ganhou a guerra salvou a primazia
do homem livre sem temor
ninguém mais se atreverá a matá-la em vida
jrg

08
Nov12

SOU DO SIGNO MASCULINO...COM ASCENDENTE EM MULHER!!!

samueldabo
imagem pública tirada da net

*
SOU DO SIGNO MASCULINO..
COM ASCENDENTE EM MULHER!
**
pintei-me
da palavra liberdade
esculpi-me
na palavra humanidade
gravei-me
em palavra dignidade
depois morri
*
porque liberdade
sem ser livre
não fazia mais sentido
viver apenas
para sobreviver à matança
de inocentes virtudes
que a vida simples trazia
*
porque a humanidade
sem humanismo
sufocava carente de amor
solidificava a solidão
me condenava à tortura
de morrer só
no azedume da alma indignada
*
porque a dignidade
sem o usufruto ou dignitude
me fazia escravo
sem alento raiado de ódio e desamor
oco de pensamento
mesquinho absurdo e indiferente
a meu próprio ser
*
porque morri
deixo-vos escrito o que já não sou
apagado do rol
dos próximos a pilhar
o meu riso ecoa do mundo dos mortos
não me levam mais nada
ah ah ah fiquem com a minha herança
*
nem o ar empestado
nem a água inquinada de sofreguidão
terra queimada
ardendo dos meus ossos em combustão
o que vos deixo é o enfado
de se odiarem até à exaustão
famintos de amor
*
algures no ano um
duma nova era esplendorosa
um punhado de gente sã
que por ser criança mantinha intacta a inocência
reinventou a partilha
de cada acto de viver a nova esperança
livres dignos humanos
*
então voltei
feito signo masculino
com ascendente em mulher
na acalmia do vento sorri
porque vi a alma nova
nem luxúria
nem inveja ódio nem cobiça
*
autor: jrg
06
Set12

ABISMOS DA POESIA...

samueldabo

imagem pública tirada da net

**

ABISMOS DA POESIA

«««//»»»

 

poetas são loucos finos
inventam a fantasia
guerreiros inda meninos
abismos da poesia

poetisa de alma sensível
em verso cheio de luz
qual militar sendo cível
lança poemas seduz

cantam de musas amores
sonham imortalidade
poetisas sábios rumores
no ventre da verdade

trago um cálice de vinho
para a orgia da ceia
não quero rimar sozinho
antes preso a tua teia

poetas são anjos desgraça
travam rixas graciosas
não escolhem arma ou praça
calam musas preciosas

que fazer perante a poesia
se a alma sente e gera
palavras agridoce maresia
amores do corpo à espera

quem na humildade se esmera
e numa poetisa se arrima
tem alma poética e pondera
sublima-la em obra prima

Autor: J.R.G.

07
Abr12

MEU AMOR É POESIA !...

samueldabo

 

imagem pública tirada da net

*

MEU AMOR É POESIA !...
*
a poesia é como o amor
um sentimento de dar e receber
tão profundo que enlouquece
vento que agita as pétalas da flor
fogo que apetece nele arder
água sangue que a paixão aquece
ar que suaviza a nossa dor
*
é mansa brisa ou vento agreste
se brisa toca suavemente
se vento exalta o pensamento
se mansa de lírica veste
se agreste encanta docemente
é a alma em movimento
beijo de luz abraço se amor disseste
*
é fogo que lavra ardentemente
é chama azul vermelha ou amarela
cintila na alma com esplendor
é fogo de paixão que germina a mente
que explode em cor de aguarela
se arde lentamente é doce tão de amor
se louca de emoção invade a gente
*
autor: jrg

10
Jul11

ÉCLOGAS DA ALMA...I

samueldabo
 
 








foto pública tirada da net

ÉCLOGAS
{#emotions_dlg.redflower}
I
EU

o homem a nu
o corpo a alma
sem deus
sem pátria
sem amo
faminto de amor
a despertar
dum sonho longo
há tantos milénios
acorrentado é o que sou

autor: jrg


ÉCLOGAS
{#emotions_dlg.blueflower}
II
MEDO

quanto de mim de ti
é segredo oculto
por mais que
me e te aprofundes
me e te arrojes
me e te exponhas ao risco
que grite me grites
somos o resultado agreste
de mutações paranormais
paz e guerra palavras é o que sou...és
autor: jrg

ÉCLOGAS
{#emotions_dlg.orangeflower}
III
AGUARELA!...

pinto o teu retrato
a tinta desmaiada d'aguarela
fixo os olhos
a sensualidade dos lábios
o sorriso de mil cores
e pinto a sombra da alma
que adeja algo perdida
sobre um feixe de luz
a tua sombra
emboscada no eclipse lunar

autor jrg
13
Jun11

TEREI AINDA TEMPO

samueldabo

«««//»»»

**

preciso do tempo!...
porque me escapa ele
dentro das horas
indefinidas no meu pulso?...
encavalitado na contagem
decrescente
esventro a noite e penso
se vou irei a tempo
de acordar
dentro de cada sonho
onde me exprimo
louco de exigente loucura
cavalgando lugares
almas pensamentos
a exorcisar-me de mitos alucinantes
onde nada ocupa já o lugar
tantas vezes repetido
como intocável
falível portanto
ou mutável
o conceito de certeza
por onde me fazem navegar
exausto na remada incerta
o prumo da trajectória
os ventos as marés
que me trazem palavras
indesisas absurdas
de fora do tempo
à frente para lá de onde as sinto
a ferroarem-me a mente
proibida de pensar
atolada em almas inocentes
respiro o silêncio
transpiro memórias
não descanso remo sem rumo
mas remo remo remo
terei ainda tempo?

jrg

22
Abr11

O SER...

samueldabo

 

imagem tirada da net


{#emotions_dlg.chat}zpzpzpzpzpzpz


tantas vezes fui ao mar
sem nele ter naufragado
ainda eu mal era nascido
tanta vezes para te encontrar
sopra o vento num tornado
terra à vista meu amor desvanecido

tantas vezes fui à guerra
sem nela ter morrido
ainda o sol mal nascera
tantas vezes fiquei em terra
para ser em ti abrigo
da prole que então crescera

tantas vezes fui à morte
sem dela perder o medo
ainda a lua mal luara
tantas vezes para ser norte
desvendar o teu segredo
já a monte me mandara

tantas vezes fui mulher
na alma por entendimento
ainda o homem era machismo
tantas vezes sem querer
mudei meu entendimento
em face dum aforismo

tantas vezes fui amor
na alma de quem me quis bem
ainda o tempo mal mudara
tantas vezes sem pudor
rasguei num ventre de mãe
o prazer que venerara

tantas vezes fui mentira
na alma da injustiça
inda a verdade mal soletrava
tantas vezes me sentira
por medo ou vã cobiça
de parecer que me achava

tantas vezes fui silêncio
na alma em sofrimento
ainda o sonho mal refulgira
tantas vezes me sentencio
por teimosia ou lamento
não ser da ideia a mira

autor: jrg

 

 

13
Mar11

SAUDADE AZUL

samueldabo

 

foto tirada da net

 

 

 

{#emotions_dlg.blueflower}

porque te silenciaste
depois que te inventei luxuriante
se o erotismo foi desgaste
era a forma de eu querer ser de ti amante

saudade do azul do beijo
que despertou o amor adormecido
e exaltou da libido o desejo
de percorrer teu corpo apetecido

porque me olvidaste
depois de seduzido eu na tua sedução
se fui ousado foi porque tu ousaste
atear o fogo do meu coração

saudade azul dos teus afectos
do outro lado do rio o teu olhar
meus beijos te acarinham de amor desfeitos
como as ondas na areia trazidas do mar

porque te cansaste
depois de tanto caminho percorrido
se eu e tu tinhamos um encontro que marcaste
no beijo azul que me tocou rendido

saudade de não acontecer
a loucura do amor que vinha florescendo
por pouco raiava o nosso amanhecer
na frescura dos corpos nos acontecendo

porque me abandonaste
depois que a luz dos teus olhos me fascinou
quero-te despida dos preconceitos que herdaste
juntamos o rio ao mar onde tudo começou

jrg

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