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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

13
Abr19

PAZ - AMOR - HUMANIDADE

samueldabo

Biblioteca livre.jpg

foto de Nuno Gonçalves

*
P A Z - A M O R - H U M A N I D A D E
*
junto as palavras
soletro os tons da sonoridade
que elas emitem
assim como só eu as soletro
H U M A N I D A D E
num grito gritado à beira mar
no retorno do meu grito
as palavras P A Z e A M O R ecoam
unas absolutas
propagam-se em ondas sonoras
atravessam oceanos
adejam pelo ar à procura de abrigo
salvem a P A Z
que as palavras venenosas agridem
salvem o A M O R
cativo do medo da ganancia do ódio
salvem a H U M A N I D A D E
perversamente ameaçada de extinção
pelas palavras dispersas
atiradas ao mundo em contra-mão
por agentes infiltrados
que usurparam a dignidade humana
exorto-as às palavras
livres e plenas de fraternidade
que invadam as mentes
e se fixem no raciocínio humano
porque o planeta é grande
e chega para todos se bem gerido
 
P A Z - A M O R - H U M A N I D A D E
 
jrg
28
Abr18

DESEJOS À CHUVA

samueldabo

 

Chuva.jpg

 imagem pública tirada da net

*
DESEJOS À CHUVA
*
a chuva espalha a penumbra
pelos recantos da casa
enche as almas de melancolia
corpos sentados à sombra
desejos contidos numa pausa
a ouvir no mar a maresia
*
almas e corpos desassossegam
em abraços compulsivos
silêncio e os toques eléctricos
nos sonhos que navegam
nas pingos de chuva invasivos
que seduzem patéticos
*
gotas de água pura deslizantes
no silêncio da vidraça
dão um encanto mágico à janela
silenciosas e amantes
servem o desejo erguem a taça
gota de água tão bela
*
jrg

26
Dez13

27 DE DEZEMBRO DE 1945

samueldabo

 

 

 

*

27 DE DEZEMBRO DE 1945

*

vivo esta minha loucura

entre a crença do destino

e o desespero de nada fazer sentido

se regurgito mulher auguro

um desafio à mente em claro desatino

com o másculo rigor apodrecido

*

um raio de luz sol de luar

que matiza de energia

o segredo aferrolhado de ter nascido

de onde vim senão do mar

ou das profundezas da terra em agonia

serei semente ou átomo perdido

*

e se eu fosse uma semente germinada

por fusão a frio desconhecida

experiência galáctica sem fins lucrativos

exorto a minha mente tresloucada

a ver se encontro na memória escondida

os registos ou contornos escondidos

*

 

mas só encontro restos fragmentados

de pensamentos sortidos

o que me salva é a mulher cata-vento

que me concerta os  bocados

e me indica rumos novos convertidos

é ela tão formosa o meu sustento

*

se ao menos eu visse a luz dum sinal

que a humanidade avança

libertada das hienas e dos chacais

acatando cada outro como igual

teria valido a pena nascer sendo criança

cativa de direitos tão desiguais

 

jrg/SamuelDabó

23
Set13

DOLORES

samueldabo

*
DOLORES
*
naquela bela e linda Primavera
de setenta e quatro
um mar de gente ondulando em euforia
festejava a quimera
de ao ver cair o poder atro
tocar o hino à alegria
*
corrias pela baixa Pombalina
Dolores tua ventura
atrás do tempo que inda demora
tão de tanto feminina
na vontade de ser mulher pura
ias pela estrada fora
*
não havia senão cravos por horizonte
e os teus cabelos louros
gritavam já por outra revolução
a que faria humana ponte
entre a pobreza e os grandes tesouros
porque  há amor no coração
*
eras mulher menina graciosa
rebelde à crueldade
e ao tempo adverso que te prendia
Dolores amiga dolorosa
cabelo ao vento rumo à liberdade
que o vento ainda não trazia
*
choro por ti amiga que partiste
sem ver a MÁTRIA decidida
tinhas razão o regime caíu mas o sitema vingou
olho a tua imagem que resiste
à flor da memória agora mais crescida
corro ao lado teu que me ficou
*
jrg
05
Set13

AÇUCENA!

samueldabo

**
AÇUCENA
*
se eu fosse a abelha rainha
só queria de ti flor
o néctar da mais longa vida
em troca d'alma minha
encheria o mundo de luz e cor
dentro de mim escondida
*
se eu fosse ave um beija flor
com meu bico delicado
pousava nas tuas pétalas
delirando de amor
de ti açucena tão enamorado
que apetecia beijá-las
*
se eu fosse em teu jardim
o fiel jardineiro
com saliva dos meus beijos
regava a raiz sem fim
para ser em ti sempre primeiro
o alvo dos teus desejos
jrg 
21
Jul13

A SILHUETA

samueldabo

 

imagem pública da net 

*

A SILHUETA

** 

Quanta verdade o teu olhar encerra

olhos castanhos doce mel

porta da alma que alimenta a terra

pétala colorida veludo pele

olhos românticos de apaixonados

a ingenuidade da virtude

quantos os enganos desenganados

magoam a tua juventude

olhos luminosos de sol nascente

inquiridores sob o ocaso

de tanto assim amor a alma sente

menina flor eterno a prazo

*

perscruto na tua infinitude o bem

o gene que o sorriso exibe

de dentro do olhar o avô ou mãe

beleza que o luar exprime

 

 *

olhos cor do fogo que apazigua

grandes submersos poesia

não ouso entrar onde a alma actua

e o sonho avulta a fantasia

*

lambo no teu sorriso a luz de magia

aspiro a brisa que expiras

e fico a adejar sobre o sabor que guia

o desejo de ti que me atiras

*

porque te escondes onde eu te vejo

colorida de chamas a arder

atira-me a alma eu quero o teu beijo

mulher que sonho para me valer

*

jrg

 

21
Abr13

ELEGÂNCIA

samueldabo

*
ELEGÂNCIA
**
o corpo dava a forma
fazia do vestido negro élan de sedução
na meia negra a opacidade
o encanto do pé no meio salto fora de norma
eis a mulher d'alma e coração
segura de ser a deusa em sua humilde vaidade
*
a gola modelar punhos de renda
uns olhos verdes instantes tão de tanto sedutora
na luz que envolve de magia seu olhar
os lábios fecham segredos que não se desvenda
perna traçada fixando a estrela da aurora
que já desponta sobre a montanha rompendo o mar
*
no ar intenso solto o perfume
no silêncio expectante e misterioso
onde a luz brilha em seu fulgor
no sorriso do olhar em cujo lume
arde docemente o ser ditoso
que me escolhera para ser o seu amor
*
tocam-se os lábios de alforria
os seios maduros arfam de sensuais palpitantes
os corpos tentam novos desafios
caem roupas supérfluas na sofreguidão da fantasia
beijos profundos de grandeza amantes
na delícia das mãos que desatam emaranhados fios
*
reacendido o fogo arde sem controle
há tanto tempo o amor paixão parecia rendido
entrelaçam-se as almas dentro da memória
os lábios sugam-se sôfregos de beijos que a alma engole
tocam-se desejos no respirar gemido
suores da pele que revelam cheiros com história
*
deleitam-se lascivas as bocas
os olhos reviram para o lado de dentro da alma
em beijos indeléveis que se viciam
entumescidos os sexos aguardam à porta das tocas
fervem sentidos nada os acalma
nem as palavras roucas que o amor ciciam
*
numa tempestade de tonturas
uma mulher um homem pelas bocas unidos
cambaleiam num absoluto orgásmico
elevam-se adejando sobre as suas loucuras
extasiados ante si rejuvenescidos
pela magia dos átomos ou um toque cósmico
autor: jrg
03
Mar13

MODAS !

samueldabo



MODAS
***
na moda do salto alto
mal dos pés
da mulher que a suporta
melhor andar em planalto
que vergada a ver se és
formosa de perna torta
*
na moda da saia curta
mal dos olhos
que buscam na nudez a sensualidade
que a brisa lhes faculta
a naufragar por entre escolhos
melhor fora a lealdade
*
na moda de qualquer perfume
mal do cio
que irrompe sem chegar a seu destino
à ânsia animal falta o lume
que impede o amor de ser tão frio
antes do natural odor em desatino
*
na moda do casamento
mal da paixão
espartilhada em posse e preconceito
desligada do amor é passamento
que resiste por tormenta ou sedução
ao libertino momento que aceito
*
na moda do livre amor
mal do conceito
que castra a dimensão do sentimento
sete pétalas de flor
amantes do belo com ou sem defeito
sem juras de juramento
*

jrg

15
Fev13

FLASHBEIJO

samueldabo
imagem pública na net
**
FLASHBEIJO

*
os nossos olhos
tocam-se
fascinantes fascinados
os rostos
frente a frente
nos peitos
o fogo arde intenso
propagando-se
pelo corpo e alma expectantes
tremem os lábios
cheiro-te e cheiras-me
toco de leve
provo-te e provas-me
deliciadamente 
os teus entreabertos
a frescura
o calor que abrasa os sentidos
húmidos dos teus sumos
as mãos ainda pousadas nos teus ombros
depois acontece
entontecidos pelo doce delírio
pura magia do fascínio
num turbilhão agitado de loucos
ausentes submersos
mergulhamos nas águas salivadas
trocam-se línguas
apertos dos corpos excitantes
o fogo lavra
os corações tocam a rebate
arfantes sôfregos
à procura talvez dum absoluto
em que as bocas de colem
mas não há paz na insaciabilidade
dos nossos beijos
de olhos fechados miríades de estrelas
projectam o abismo
da nossa insatisfação perene
Beija-me!
jrg

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