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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

18
Out08

MEMÓRIAS DA GUERRA - MATAR OU MORRER!...

samueldabo

Vaga lumes luziam em silêncio por entre o capim de hastes delgadas e cheiros impertinentes que se alojavam nos corpos e no interior de cada um, como um estigma de amor.

As botas enterravam-se na água lamacenta das bolanhas vazias de arroz, talvez densamente povoadas de repteis e outros anfíbios ou semi anfíbios, ou peixes sem nome e de outras pequeníssimas espécies de habitantes aquáticos, que fugiam espavoridos a cada passo e ao ruído surdo do chap chap cuidadoso de cada passada.

Eram duas longas filas de homens que se entregavam aos mais variados pensamentos, entre a atenção sobre a  floresta escura,  e algum ruído indissociável do perigo que pressentiam avindo da sua densidade impenetrável.

Manuel António seguia na fila da esquerda, a mais distante da orla da mata. decidira não fazer a barba. Tomara o banho antes de se deitar e escrevera uma carta longa para Alexandra. Não uma despedida, mas uma carta densa de amor de projectos ao porvir. O filho que queriam ter. O filho deles, varão. Queria um menino, não porque desgostasse de uma menina, mas tinha receio de não ser capaz de a educar.

Atrás dele, o Fátima, sussurrava Pais nossos e Avé Marias, um rosário entre o gatilho da espingarda  e a mão que segurava o cano, junto ao carregador de munições. A voz pastosa quase inaudível, uma ladainha.

Na sua frente, passos trôpegos, gingando ora para um ora para outro lado ao peso das granadas de Bazooka, e do bagaço que ingeria sempre que havia uma operação de combate, o Cortegaça, espalhafatoso na parada do quartel ,barafustando contra tudo e todos, agora mudo, congeminando sabe-se lá o quê ou contra quem.

Estropiados. Nenhum deles queria sair dali estropiado. Antes morrer. E iam ficando, sem o saberem, sem darem por isso a cada estremecer do coração, ao estalido vindo da mata, ao riso súbito, aviltante, dos macacos despertos pelo cheiro humano irrompendo pelo seu habitat. Seguiam o trilho que alguém erudito traçara com nuances hipócritas de ser  o melhor para os homens, o mais seguro e capaz de surpreender o inimigo. Um risco sobre o papel rijo e amarelado do mapa e de onde sobressaía a mancha verde da floresta e o local exacto do acampamento ou aldeia a destruir.

Manuel António é um pacifista. Não quer matar. Não quer destruir o lar de ninguém.  Aceitou de si, vir por amor. Acreditando que era possível vir e voltar sem que tivesse ocorrido nada do que temia, matar, por exemplo. Não pensava na sua própria morte, mas o acto de matar um outro ser que ele admirava, que ele amava e a quem não podia dizer uma palavra se se encontrassem frente a frente. Era matar ou morrer, sem uma palavra. O mais rápido, o menos surpreso, o sangue mais frio, ou o dedo mais hábil. Matar ou morrer.

Sentia as lágrimas ofuscar-lhe a visão.

As pernas começavam a pesar, de molhados, os uniformes ganhavam uma pressão intransigente  sobre as pernas. A noite ainda densa e eis que se chegam ao local do assalto. Os homens são dispostos ao redor da aldeia para que não escape nada nem ninguém. Casas de  lama e capim. Uma clareira castanha no verde da mata. África.

É dada a ordem e como uma mola, os que estavam instruídos para a tomada do objectivo, lançam-se confiantes que não terão oposição, sobre as casas de onde começam a sair animais de criação, galos galinhas e porcos. Das casas, aos gritos indecifráveis porque de dialectos tribais ou étnicos, saem mulheres de idade, crianças, velhos que vociferam contra os invasores. Ouvem-se disparos de metralhadoras de armas ligeiras, gritos de filhos da puta, cabrões e outros selváticos de dentro, da raiva de estar ali e não querer ou de gostar desta farsa de ser homem. Há fumo, labaredas que se propagam ao capim envolvente das palhotas, o choro das crianças cansadas de correr em volta. O ranho, as lágrimas ,o suor de mistura com o pó e o cisco das palhas ardidas.Imagem Dantesca no dealbar da madrugada.

Manuel António está na retaguarda , dos que fazem segurança à chacina dos bens e da dignidade de uns tantos que resolveram tomar o partido dos bandidos e observa aterrado o vai e vem dos homens possessos. Homens, como ele. Dum povo que vive amordaçado e convencido que é dono de outros povos tão longe. E pensa que é tão responsável como os que executam.

Feita a operação, trazidos alguns prisioneiros, mulheres e crianças, para servir de aviso à restante população rebelde, iniciam o regresso, constatando que não havia armas, nem gente armada, nem Turras, naquelas miseras palhotas no interior da mata.

O mesmo caminho de regresso. "Olha o papão. Deus nosso Senhor castiga-te." Lembrava-se, de quando era criança e fazia um estrago, os ralhos adultos, o olhar severo, do lado de fora e de cima de si, poderosos e ele franzino, dois palmos de gente, tremendo de medo pelos castigos...

O sol apareceu e trouxe a habitual nuvem de mosquitos sugadores dos suores entretanto expelidos pelos poros dos corpos cansados. A mesma tensão, agora acrescida pelo medo de qualquer retaliação. Os rostos têm uma cor macilenta. Os olhos salientes, as pálpebras inchadas. Manuel António é o penúltimo porque o Fátima fazia questão de ser o último. Era Fátima. Sentia-se imbuído dum espírito de protecção.

Soam tiros de costureirinha, assim chamada porque o som parecia o de uma máquina de coser roupas. Explosões de morteiro 62. Os homens espalham-se pelo chão e disparam as suas armas na direcção da mata.

Manuel António repara que o Fátima está inerte, que geme baixo e nota-lhe uma mancha negra junto ao ombro. O tiroteio é intenso. Ouvem-se gritos de perto, em Crioulo que os mandam para a sua terra, que lhes chamam bandidos. Julga ver vultos que correm tão perto e pensa que é  desta que não vai escapar.  Levanta-se um pouco para amparar o Fátima, arrastá-lo para junto do enfermeiro que, transido de medo espumava da boca seca e pastosa dum suco horrendo entre branco e castanho, sangue. Por momentos pensa que o Fátima cumprira a sua missão, o quer que fosse, bala ou estilhaço de granada, se ele fosse o último, seria ele o atingido.

Manuel António voltou para a sua posição, rastejando e de cócoras, olhos na mata e dá com ele,os olhos dele luminosos, os dentes brancos, um lenço vermelho sujo enrolado na cabeça. É um homem como ele, mas está do outro lado da vida. Grunhe palavras inteligíveis e dispara na sua direcção. Rápido estende-se e rebola no chão de capim. Ouve os silvos das balas sobre si. Angústia. os passos que se movem rápidos e dispara gritando: Alexandraaaaaaa!!!! dispara um carregador e outro que conseguiu enfiar entre tremores.

_Já o mataste!.

Era uma voz conhecida. Palmadas nos seus ombros, nas costas, os tiros ainda que se afastavam. Névoa no interior do cérebro. Saliva acre que teimava em escorrer-lhe de dentro de si

_Mataste-o pá. Porra!   O Cortegaça, já sóbrio, sem o peso das granadas de bazooka entretanto despejadas.

_Eu?!  Incrédulo, ele, Manuel António, a levantar-se atordoado, a apalpar.se e a cuspir a ver se era sangue o que teimava em escorrer de si, por entre os seu lábios. Não, não era sangue, ou era, de uma cápsula de bala que saltara da culatra e foi ver, aproximou-se de onde o comandante e outros pegavam na arma do homem que ele supostamente matara. E lá estava, as vísceras de fora, enrodilhadas entre si, o intestino grosso e o delgado e todos os órgãos à volta, macabros, numa evidência de corpo tracejado a bala. E o cheiro a carne, não de fora, mas de dentro da carne, pestilento, onde já nuvens de mosquitos se banqueteavam e em cima, por cima das cabeças deles, os abutres atentos, farejantes da morte em busca do festim. Olhou o homem de pele escura, os dentes brancos agora escondidos sobre os lábios cerrados, os olhos abertos, negros, ainda com um resto de brilho, como vidro, e em volta a córnea amarelada. As mãos abandonadas de palmas voltadas para cima, como se pedisse desculpa ou se oferecesse em sacrifício de uma causa a que Deus?... meu Deus!...

Voltou-se e seguiu em passos lentos na direcção de amigos que o sentiam  desfeito. Um esgar de dor em todo o rosto, os membros entorpecidos, névoa no cérebro e uma palavra que repetia em sucessivos estertores da voz:

E agora Manuel António?...E agora....?

 

07
Out08

OUTUBRO ROSA - O CANCRO DA MAMA E O SUBLIME DE SER MULHER

samueldabo
 

Há  doenças que nos afectam, que nos deprimem, causam dor e morte de gente que faz falta, a quem sente a falta, de quem sente a falta. Destaco hoje, agora, o cancro da mama, porque nem sempre mata fisicamente, mas destrói imagens coloridas, arruína projectos, desfaz amores que pareciam consolidados, reduz um ser de mulher a uma farripa de nada que ainda é ser, ostracizada, rejeitada como imprestável. 

Os seios são, do corpo feminino, o órgão mais cobiçado e o mais maltratado, pelo parceiro masculino nos jogos ditos de amor.

Alguns  homens gostam de peitos fartos, duros, outros gostam de seios mais equilibrados, mas querem seios pertinentes, para saciarem os ditos prazeres ou angústias,  a falta ou o excesso , no primeiro contacto com o peito materno. Frustrações...

Na relação sexual, servem-se dos seios selvaticamente, apertam, sugam, ferem. E pretendem que estejam sempre duros, proeminentes, à disposição da sua gula libidinosa.

As mulheres fazem o que podem para os manter altivos. Sabem que é um ponto importante de dar e receber prazer. Têm filhos. Têm dores. Mas insistem em tudo fazer para agradar e ser agradadas. Em geral, as mulheres têm um orgulho desmedido nos seus seios. Até usam uma peça especifica para os manter suficientemente elevados, como faróis sedutores que ostentam e prometem os restantes atributos não visíveis . Vão a massagens, enchem-nos ou reduzem-nos, por processos cirúrgicos,  numa corrida vertiginosa, não já para serem diferentes, mas para serem mais iguais.

E de repente, por má formação congénita, por tanto terem sido maltratados nos momentos de paixão, por força dos laços genéticos, de per si ou no todo, eis que o impensável  acontece. O bicho temível , corrosivo,  que só  sabíamos nos outros, que não foi detectado a tempo , ou que foi, mas era do tipo expansivo, intratável, toma conta, sem apelo, do seio da mulher.

A mulher que se vê obrigada a suprimir um dos seios ou os dois, sofre um rude golpe a todos os níveis sensoriais do seu ser e ainda constata , muitas vezes, que não passava de um objecto de prazer para o seu par. Quantas vezes abandonada quando mais precisava.

A perda deste símbolo da sua feminilidade e maternidade, causa distúrbios insanáveis que devem obter de nós o melhor da nossa humanidade. E muitas vezes são abruptamente excluídas e sofrem em silêncio, acarinhadas por uma palavra amiga ou a sós, no silêncio de todos os silêncios sem resposta.

Apelo ao homem, ao mais profundo da sua humanidade, para que se interiorizem desse sofrimento e não abandonem o projecto de amor.. Antes o consolidem por mais esta razão.Porque a vida sem alma não tem nem faz sentido.

Apelo a que estejam na segunda linha, na insistência para que os seus amores façam os diagnósticos precoces que podem evitar o deflagrar da doença com os danos irreparáveis conhecidos, porque na primeira linha devem estar as próprias mulheres. É delas que se trata

O amor, a amizade, a ternura, devem prevalecer sobre a ablação. Sorrir , confiar na grandeza da sua condição de mulher geradora da vida. Confiar nos designios da alma e encetar novos caminhos, que serão sempre de índole superior.

Que sei eu disto? Deste drama?

Quíz apenas interromper silêncios. Dizer que estamos aqui e não te excluímos. E embora talvez tarde, agarra a nossa mão e sorri.

Associo-me a esta campanha Universal  da FEMAMA: "OUTUBRO ROSA" colhido no blog da minha amiga Astrid Annabelle, a quem saúdo pela sua humanidade e edito o seu post alusivo ao tema no Brasil e no Mundo. Blog Navegante do Infinito em                            http://astrid-annabelle.blogspot.com

As minhas saudações Astrid e a todas as mulheres...

 

 

 

Outubro Rosa

 

 
O Outubro Rosa nasceu há dez anos nas Cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia (EUA). Desde então, vários outros lugares do mundo vêm aderindo ao movimento, que tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, enfermidade que vai afetar a vida de mais de 49 mil brasileiras até o final deste ano.

Não é difícil curar o câncer de mama se ele for diagnosticado em fase inicial, quando o tumor é ainda pequeno para ser detectado ao ser palpado. “Nesses casos, as chances de cura chegam a 95%”, diz Fernando Alves Moreira, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia.

Na maior parte do País, infelizmente, a doença é descoberta já em estado adiantado, quando as chances de cura são bem menores. Essa é a razão pela qual o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil. “A mamografia é o principal instrumento para diminuir a mortalidade por câncer de mama”, afirma Alves Moreira.

No resto do mundo não é diferente. Por isso, diversos países já se engajaram no Outubro Rosa, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Grécia, Itália, Israel e Austrália.

Durante um mês, várias ações de conscientização voltadas ao grande público lembram as mulheres da luta global contra o câncer de mama. Palestras, eventos, estandes instalados em locais de grande circulação, distribuição de material informativo, são algumas delas.

Outubro Rosa no Brasil

Lançado em 1° de outubro no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, com a presença da jornalista Glória Maria, embaixatriz da Femama, e Maira Caleffi, sua presidente, o Outubro Rosa conta com ações em seis capitais do País.

Pela primeira vez, iniciativas semelhantes às realizadas no resto do mundo acontecerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília.

Em outubro, eventos organizados pela Femama vão alertar sobre a importância da mamografia anual para o diagnóstico precoce, a todas as mulheres com mais de 40 anos.

“É fundamental que toda mulher tenha acesso à mamografia anual após os 40 anos, só assim haverá um impacto real nas estatísitcas de mortalidade da doença”, afirma Ivo Carelli, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional São Paulo.

O mundo fica cor-de-rosa

O Outubro Rosa vem transformando os mais conhecidos pontos turísticos do mundo. Em Paris, a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo tingem a cidade-luz com um toque feminino durante as noites de outubro.

Em Milão, o Teatro Scala, uma das mais famosas casas de ópera do mundo, tem a sua construção iluminada com a cor-símbolo da luta contra o câncer de mama.

O mesmo acontece com o Empire State Building e o Rockefeller Center, em Nova York, dois dos mais famosos edifícios na Big Apple. Em Londres, a tradicional loja de departamentos Harrods também enfeita a sua fachada na Brompton Road.
http://www.mulherconsciente.com.br/

 

 Este texto foi copiado do blog:  http://astrid-annabelle.blogspot.com


 

07
Mai08

E VIERAM AS TÁGIDES

samueldabo

Vieram de madrugada, as Tágides, e inundaram o meu sonho até então num emaranhado confuso, tornando-o mais fluente e limpido de contornos racionáveis, a deixar-me pairar nas nuvens dos desejos.

Havia grandes precepicios, entre altas montanhas  agrestes e despidas de vejetação.  No fundo, algém que me é querido, muito querido, um ente de feições descarnadas pela dor e ao cimo da montanha a salvação.

Eu a meio, impotente sem meios que me valessem para chegar à base da ravina, e ainda que chegasse, como alcançar o cimo , a perfeição?

E dei por mim a descobrir que voava. Não com asas como as aves da minha imaginação, mas com um simples movimento dos braços e das pernas em conluio.

Desci logo, a ver-me, como se nadasse. A ver a minha alma desprendida. Chegado ao fundo, que é onde a desgraça sempre bate, peguei o corpo inerte e quase descarnado. Pele e osso.

Os olhos abertos num espanto de quem acha em última instância a salvação.

E oiço as minhas próprias palavras ciciantes.

-Sou eu meu amor, aquele que te projectou muma ejaculação de Primavera, com tanto amor que te perdeu . Venho colher-te, porque tu és meu, queira ou não queira o papão.

E pegando nos meus braços, repentinamente imensos de força, o corpo a renascer de vida, inicio a subida ingreme, num esforço de marés vivas, contra o tempo incerto, a alma que pode voltar ao lugar de onde havia saído.

A meio, uma lufada de ares contrários desvia-me a tragetória. O suor escorre-me nas faces geladas pela euforia da subida agreste. Dou uma guinada. venço o vácuo que queria abater-me e mais a minha carga.

E num salto de gigante, numa última  investida da alma agitada  que ameaça voltar à matéria , galgo os silvados de picos agudizantes, a árvore altiva de ramos dispersos, a pedra sinuosa que proteje a plataforma firme e segura e deposito o corpo que de imediato renasce, ganha carne, cor e movimento.

E nisto, o sonho, se era sonho, acaba. E volto atordoado, abanando os braços, a ver se era verdade que voava.

 

05
Mai08

MÃE QUE NÃO TENS QUEM TE VENERE

samueldabo

Mãe

Mulher abandonada

por amores perdidos no deserto da vida

Mãe a quem a vida tirou o filho a filha

sem rasto em raptos sem destino

e que não terás a mensagem no dia que inventaram

Mãe que lutas ainda por um filho ou filha

arrastados na desgraça das drogas

que enriquecem abutres sedentos e insensíveis

e não terás direito a um beijo de saudação

Mãe que perdeste por morte súbita ou acidental

o único fruto saido do teu ventre

e não ouvirás a sua voz ladina cantar-te os parabéns

Mãe que não foste ensinada a sê-lo e por mor disso

te retiraram o filho os filhos

 e não saberás sequer que  inventaram um dia com o teu nome

Mãe preversa abandonada pelos filhos que geraste

Mãe de presos, ladrões assassinos, violadores

Mãe de loucos

Mãe de mudos, cegos.surdos , e outras anomalias congénitas

Mãe Mulher

Mãe coragem

Mãe que já te foste desta vida

Eu te saudo , hoje , amanhã, depois...

Mãe

 

31
Mar08

MARIANAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!...........

samueldabo

Mariana!

 Onde pára o teu espírito atormentado? Olha à volta.  Não és a única que não encontra de, momento,  a paz e o amor  que te roubaram. Há mais mundos, lá fora.

Responde ao apelo dos teus amigos. São poucos. eu sei, mas são bastantes, porque a amizade não se compra, nem é oferta promocional, é antes um bem da consciência e é tão pouca que rareia, não a desperdices Estamos aqui, batemos à tua porta e não respondes.

Partiste? Procuras lugares mais acolhedores? Tudo bem. Mas diz : Olá. Para que saibamos que subsistes e não desististe de viver.

E é tão urgente que digas : Olá.

Um abraço forte de amigo e

a minha mão

30
Jan08

A MULHER PORTUGUESA

samueldabo
A mulher Portuguesa tem sido objecto, pelo menos uma vez no ano, de condecorações por serviços prestados ao país ou por se ter distinguido numa determinada área de igual relevo e valor reconhecido. A maioria de nós nunca tinha ouvido falar de tais personalidades.
Todos nós conhecemos mulheres coragem que no dia a dia das nossas vidas, labutam, enfrentam torrentes de dificuldades e dramas.
Mulheres que oferecem toda a sua virtude em tentar salvar um filho caído nas malhas da droga.
Para que não seja mais um indigente a afligir as vidas dos outros. Sofrem, aguentam, trabalham, endividam-se e cantam primaveras na ribalta da vida. Anos e anos de continuidade sem perder a esperança que só a morte cala e à vezes conseguem, sem o apoio de ninguém. Ninguém!!
Famílias destruídas pela ganância do dinheiro fácil. Criminosos sem lei que engordam pela desgraça de uns milhares de cérebros sonegados ao país. Gerações destroçadas. Quem paga?
Propomos que no próximo dia 10 de Junho, o Senhor Presidente da República condecore uma mulher coragem.
Propomos que o governo crie uma linha de apoio financeiro, no âmbito do Instituto da droga e toxidependência, de apoio à reconstituição dos niveis de vida aceitáveis (como pagamento de dividas)das famílias afectadas.

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