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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

01
Jan16

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!

samueldabo

anonovo1-150x150.gif

 

 
BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
 
A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:
 
estalam foguetes
gritos e vivas
apodrecem nas sarjetas
os restos de iguarias
escorrem regatos de champanhe
apertam-se os corpos
beijam-se as faces os lábios
aquecem promessas
rogam-se desejos de mudança
enfim os sorrisos
rasgam de esperança
os rostos sombrios
que vagueiam na noite à procura
dum tempo novo..
jrg
26
Jan14

LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA

samueldabo

 

 

Sinopse da obra
O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

26
Dez13

27 DE DEZEMBRO DE 1945

samueldabo

 

 

 

*

27 DE DEZEMBRO DE 1945

*

vivo esta minha loucura

entre a crença do destino

e o desespero de nada fazer sentido

se regurgito mulher auguro

um desafio à mente em claro desatino

com o másculo rigor apodrecido

*

um raio de luz sol de luar

que matiza de energia

o segredo aferrolhado de ter nascido

de onde vim senão do mar

ou das profundezas da terra em agonia

serei semente ou átomo perdido

*

e se eu fosse uma semente germinada

por fusão a frio desconhecida

experiência galáctica sem fins lucrativos

exorto a minha mente tresloucada

a ver se encontro na memória escondida

os registos ou contornos escondidos

*

 

mas só encontro restos fragmentados

de pensamentos sortidos

o que me salva é a mulher cata-vento

que me concerta os  bocados

e me indica rumos novos convertidos

é ela tão formosa o meu sustento

*

se ao menos eu visse a luz dum sinal

que a humanidade avança

libertada das hienas e dos chacais

acatando cada outro como igual

teria valido a pena nascer sendo criança

cativa de direitos tão desiguais

 

jrg/SamuelDabó

23
Set13

DOLORES

samueldabo

*
DOLORES
*
naquela bela e linda Primavera
de setenta e quatro
um mar de gente ondulando em euforia
festejava a quimera
de ao ver cair o poder atro
tocar o hino à alegria
*
corrias pela baixa Pombalina
Dolores tua ventura
atrás do tempo que inda demora
tão de tanto feminina
na vontade de ser mulher pura
ias pela estrada fora
*
não havia senão cravos por horizonte
e os teus cabelos louros
gritavam já por outra revolução
a que faria humana ponte
entre a pobreza e os grandes tesouros
porque  há amor no coração
*
eras mulher menina graciosa
rebelde à crueldade
e ao tempo adverso que te prendia
Dolores amiga dolorosa
cabelo ao vento rumo à liberdade
que o vento ainda não trazia
*
choro por ti amiga que partiste
sem ver a MÁTRIA decidida
tinhas razão o regime caíu mas o sitema vingou
olho a tua imagem que resiste
à flor da memória agora mais crescida
corro ao lado teu que me ficou
*
jrg
05
Set13

AÇUCENA!

samueldabo

**
AÇUCENA
*
se eu fosse a abelha rainha
só queria de ti flor
o néctar da mais longa vida
em troca d'alma minha
encheria o mundo de luz e cor
dentro de mim escondida
*
se eu fosse ave um beija flor
com meu bico delicado
pousava nas tuas pétalas
delirando de amor
de ti açucena tão enamorado
que apetecia beijá-las
*
se eu fosse em teu jardim
o fiel jardineiro
com saliva dos meus beijos
regava a raiz sem fim
para ser em ti sempre primeiro
o alvo dos teus desejos
jrg 
21
Jul13

A SILHUETA

samueldabo

 

imagem pública da net 

*

A SILHUETA

** 

Quanta verdade o teu olhar encerra

olhos castanhos doce mel

porta da alma que alimenta a terra

pétala colorida veludo pele

olhos românticos de apaixonados

a ingenuidade da virtude

quantos os enganos desenganados

magoam a tua juventude

olhos luminosos de sol nascente

inquiridores sob o ocaso

de tanto assim amor a alma sente

menina flor eterno a prazo

*

perscruto na tua infinitude o bem

o gene que o sorriso exibe

de dentro do olhar o avô ou mãe

beleza que o luar exprime

 

 *

olhos cor do fogo que apazigua

grandes submersos poesia

não ouso entrar onde a alma actua

e o sonho avulta a fantasia

*

lambo no teu sorriso a luz de magia

aspiro a brisa que expiras

e fico a adejar sobre o sabor que guia

o desejo de ti que me atiras

*

porque te escondes onde eu te vejo

colorida de chamas a arder

atira-me a alma eu quero o teu beijo

mulher que sonho para me valer

*

jrg

 

08
Mai13

LIVRO...A insurreição das PALAVRAS... CONVITE

samueldabo
***
SÍSIFO CONDENADO
*
quando eu nasci de mim
os deuses olharam-me de soslaio
mediram o tempo na ampulheta
e decidiram por unânime frenesim
que não me tornariam lacaio
nem a ferros me prendiam à grilheta
*
segui humildemente
encosta acima como Sísifo condenado
não de lacaio mas de jumento
a carregar um fardo enxuto de semente
perdendo os créditos se cansado
se me esforçasse garantiam um aumento
*
subi por minha conta e risco
a confiar que o pacto divino era sagrado
que ao chegar ao cimo da estopada
nenhum ladrão ou deus sequer o fisco
me cortariam o casco sendo roubado
por não poder ir mais além velho e cansado
*

dei coices espinoteei
fiz queixa mas fui alvo do riso da chacota
trabalhei muito ganhei demais
o erro foi de quem me pagou fora da lei
se pobre não ganhava pr’á palhota
como fora eu capaz de ganhos tantos de tais
*
fui ver e era tão pouco
mal chegava tiradas as taxas e penhoras
mais os aumentos abrangentes
para ser por um só mês o tipo louco
de pagar rendas a horas
e comer todos os dias refeições quentes
*
decidi não saudar o ano novo
tanto se me dá que seja bom ou seja mau
tão pior que ser um pobre rico
é a pilhagem que o poder faz ao povo
que em cada mão renasça o pau
que há-de correr sem medo o mafarrico
*

autor: joão raimundo gonçalves

(poema inserido no livro: A insurreição das PALAVRAS)

21
Abr13

ELEGÂNCIA

samueldabo

*
ELEGÂNCIA
**
o corpo dava a forma
fazia do vestido negro élan de sedução
na meia negra a opacidade
o encanto do pé no meio salto fora de norma
eis a mulher d'alma e coração
segura de ser a deusa em sua humilde vaidade
*
a gola modelar punhos de renda
uns olhos verdes instantes tão de tanto sedutora
na luz que envolve de magia seu olhar
os lábios fecham segredos que não se desvenda
perna traçada fixando a estrela da aurora
que já desponta sobre a montanha rompendo o mar
*
no ar intenso solto o perfume
no silêncio expectante e misterioso
onde a luz brilha em seu fulgor
no sorriso do olhar em cujo lume
arde docemente o ser ditoso
que me escolhera para ser o seu amor
*
tocam-se os lábios de alforria
os seios maduros arfam de sensuais palpitantes
os corpos tentam novos desafios
caem roupas supérfluas na sofreguidão da fantasia
beijos profundos de grandeza amantes
na delícia das mãos que desatam emaranhados fios
*
reacendido o fogo arde sem controle
há tanto tempo o amor paixão parecia rendido
entrelaçam-se as almas dentro da memória
os lábios sugam-se sôfregos de beijos que a alma engole
tocam-se desejos no respirar gemido
suores da pele que revelam cheiros com história
*
deleitam-se lascivas as bocas
os olhos reviram para o lado de dentro da alma
em beijos indeléveis que se viciam
entumescidos os sexos aguardam à porta das tocas
fervem sentidos nada os acalma
nem as palavras roucas que o amor ciciam
*
numa tempestade de tonturas
uma mulher um homem pelas bocas unidos
cambaleiam num absoluto orgásmico
elevam-se adejando sobre as suas loucuras
extasiados ante si rejuvenescidos
pela magia dos átomos ou um toque cósmico
autor: jrg

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