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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

03
Mai09

MÃE MULHER PRESENTE

samueldabo

venho clamar da poesia o melhor que ela tem

no recheio de palavras que expressam emoções

de dentro do poema em construção filho de mãe

olhar uma mulher como mãe de todas as razões

 

não há dias concretos aceites é ultrajante

para sufragar amor que todo o ser a ela vem

é visceral a raíz que na mãe cresce e vicejante

toda a mulher é maternal instintivamente mãe

 

olho o mundo absurdo imagens pavorosas

guerras violações pedofilias maus tratos de ninguém

de novo a barbárie acomete e instala teias poderosas

que aviltam e denigrem o sentido de ser mãe

 

O aborto feito lei é uma imposição do homem de religião

se toda a mulher recusasse a ventura de ser mãe

ruiria de todo a concepção de espécie em ascensão

eu canto para ti mulher que pariste o mal e o bem

 

eu sou da mãe o filho que acredita e vê

que enquanto há mãe a protecção é infinita

mulher coragem maior a mãe bendita crê

que tudo o que capta  e sente a exorbita

 

autor: J.R.G

 

02
Mai09

A MESA DAS ORGIAS

samueldabo

Absinto-te

o meu corpo obstinado
a alma possessa de te ver surgir
brindo nu despreconceituado
sobre o teu corpo o refulgir

os teus lábios frutos quentes
vermelhos acetinados
sábias musas de camões sentes
aromas e sabores amancebados

não há morte que ainda sobreviva
nas imagens exaltantes das orgias
sonhar-te de rosa bela e pura a diva
loucos amantes génios mordomias

brindo à festa à mesa sensual
vagueio na tela abstracta a razão
provo dos néctares em cada beijo ritual
seguro em cada copo a minha mão

sinto-te oh! como te sinto diáfana
inebriado nos vapores do erotismo
tomo-te dos aromas a alma ufana
poética de misturas doce abismo

é linda e belo a tela e o poema
de preto e de vermelho sedutores
a letra trabalhada dá o lema
à sensual ilha dos amores

Absinto-te...

de: joão raimundo

14
Mar09

SER SENDO... OU TER SIDO...

samueldabo

Abri o meu peito ao mundo escancarado

Deixei que se soltasse o grito do poema

Para vos dizer o quanto fui ignóbil desgraçado

Por não saber da vida ler o douto tema

 

Nasci menino num lugar ermo desolado

Cresci por entre gente absurda matagais

Ao fundo o mar profundo manso alterado

Atrás os montes da falésia e os pinhais

 

Namorei lindas meninas que me enjeitaram

Por serem estultas descabidas as pretensões

De querer amar meninas ricas que almejaram

Outros príncipes para engodo das paixões

 

Fui cultivando em mim romanceada personagem

Que alterasse o estilo o rumo impresso visceral

Criei um ser de novo tipo excelso na alma e imagem

E fui à guerra perdido sem saber que fim o meu final

 

Levei amor e sonho envolto em doce irrealidade

Aprendi da morte que era um desfecho imaterial

Sobrevivi e fui amante de uma mulher a lealdade

Que foi de mim amor e mãe culta luminosa virginal

 

Sou pai, avô, menino ainda, trabalhador incansável

E do amor sou a paixão continuada eternamente

Desleal um dia e vil na dimensão de criança indesculpável

Fui sórdido em trair a confiança a jura ardente

 

Abri o meu peito arfante e desnudado

O poema rugiu partiu-se em mil e um bocados

Expandiu-se solitário menino atribulado

Cansado de ser gente séria de tais cuidados

 

Autor: jrg

 

07
Mar09

Á MULHER SEMPRE...

samueldabo

À MULHER SEMPRE

 

mulheres de todas elas a mais bela
não é por certo a produzida virtual
começa de criança olhos na janela
que veem do mundo gente original

 

na escola onde fomentam indiferença
por ser bela não bonita simples coesa
sofre amores que a teem por pertença
sendo ela livre mulher e portuguesa

 

mulheres de todas elas a mais bela
não é por certo em cada ano a mais lembrada
não é artista modelo pintado em ampla tela
nem tem dos feitos tenção de ser condecorada

 

na profissão olhada sempre com desconfiança
no amor cantada como a mais linda e perfumada
a cada ruga sente que ser mulher é ser criança
ser mãe amiga amante em constante alvorada

 

mulheres de todas elas a mais bela
é por certo a que tem maior sabedoria
a que se apresta por inaugurar a nova era
a que mantém em si da criança a alegria
...
autor:  j.r.g.
 

23
Fev09

DESAFIO - POSSIVEL DEFINIÇÃO DO AMOR - DESAFIO

samueldabo

 Da minha amiga TiBéu, do blog :     

    o convite para dissertar sobre o amor, aqui vos deixo a minha reflexão:

 

 

O amor é uma palavra que procura definir conceitos de elos de ligação afectuosa entre as pessoas, na generalidade, para definir a união de duas pessoas entre si, para consubstanciar numa só palavra, todos os efeitos atractivos que dois seres sentem de um outro para si. Diz-se fazer amor, de um acto sexual. Diz-se amo-te, para demonstrar que queremos aquela pessoa para um projecto de vida a dois. Amar de sensualidade.

 

 

 

 

Esta é uma imagem de amor, onde os afectos são uma evidência que refulgem na memória de momentos vividos. E não só doces momentos, também amargos, ás vezes violentos, porque o amor é uma manifestação também de bom senso, que se não afoga, nem consome na paixão inicial, quando é ainda uma novidade  que nos percorre o corpo, nos faz estremecer ao menor contacto, à presença do ser amado.

Amar a sensualidade de outro ser, é sentir que duas vontades estão em condições de encetar um projecto, onde a sexualidade é uma parte importante, mas que não se esgota, nem alimenta na sexualidade.

Amar uma pessoa, gostar de ter sexo com essa pessoa, é sinónimo de estar preparado para iniciar um projecto de vida, ter filhos, até à eternidade. Associamos, comummente, o amor a sexo, "amas-me, prova-me com sexo", mas o fazer sexo é um acto biológico, uma necessidade do corpo, de libertação de fluidos, energias, pode-se amar uma pessoa, viver com ela uma vida inteira e ter tido sexo ocasionalmente, porque o ser é assim mesmo, o desejo, o cio, não tem hora, não pode ser controlado, asfixiado em nome dum sentimento que lhe é alheio, que é uma confusão ou imposição da ética.

O amor é também e essencialmente o cheiro, os aromas do corpo e do sexo, os aromas que fluem do interior do corpo, que são mutantes com a idade e que só amando se consegue entender e acompanhar, porque os nossos próprios aromas também mudam, não só os do outro.

Amor é talvez um sinal cósmico que como um raio ziguezagueante penetra duas almas, os genes do amor e os faz reflectirem-se um no outro, inapelávelmente.

 

 

12
Nov08

O VELHO E A MIÚDA-ESBOÇO PARA UMA HISTÓRIA COMPRIDA

samueldabo

Estou exausto. Há horas que dançamos no frenesim das luzes que rodopiam em volta de nós. A música é um som longínquo, dançamos ao ritmo dos corpos que, como nós, balançam e oscilam entre si. Alguém capta o som da música e o transmite em sucessivas ondas de sensibilidade corporal.

A espaços de tempo emborcamos mais uma caipirinha. Foi a nossa escolha em simultâneo, talvez pelo, fascínio dos granulos transparentes, do acre adocicado , do leve fluido de álcool que não chega a toldar-nos de todo, nos mantém lúcidos de nós, da nossa evidência de sermos nós e não um estereótipo de nós, uma alienação incontrolável.

_ A minha mãe é uma cabra. Ás vezes penso que não me queiram, que fui um aborto falhado. Depois da minha irmã, logo eu, de novo, uma ratinha atrevida.

Peço-te que não abuses da bebida. Estou cansado e poderei não ter forças para te arrastar. E tu dás uma gargalhada. Tão bela quando te ris da forma como o fazes neste momento. Ris-te do que eu disse e do que tu disseste, da minha cara surpreendida. A mãe..

._É verdade que o meu pai não é melhor que ela. Gastaram uma pipa de massa com o meu joelho, um tipo que conheciam...cirurgião e pêras...mas os afectos, o amor intransigente pela filha que eu sou ou era, já não sei nada, não os senti. E é isso que faz de mim este ser perdido da realidade, a esmo de acasos, sem um perfil definido para ser. Sem a confiança plena para ousar transpor o rumo a que me acomodei, invertê-lo, traçar de novo uma nova hipótese.

Disseste tudo isto ao ritmo da dança. Posso ver a cicatriz do teu joelho, tão saliente  da coloração da tua pele original, sobressaindo da saia curta que trouxeste em homenagem a mim, porque gosto de te ver de saias. A roda que se move em círculos e deixa que te veja as pernas belas quase até ás coxas. O teu feminino. Seres bela no teu feminino, porque me fazes sentir belo. Viver em sintonia com a beleza.

_Ameio-o, era o homem da  minha vida. Disse mesmo para mim própria: "serás o meu marido para sempre, sinto-o." E vivemos o sonho de nos amarmos em absoluto. Senti-lo na sua totalidade, dentro de mim, em volta e por sobre o meu corpo. Os sexos a absorverem-se em êxtases de paixão.

Fazes uma pausa, os teus olhos brilhantes, os lábios húmidos. Penso que gostava de beijar os teus lábios, de os sentir saborosos em mim. Estás sentada, esplendorosa e sorridente. Os teus lábios húmidos. os joelhos a descoberto e de entre eles a cicatriz. A coberto dos corpos inclino-me e beijo-a, a pele luzidia, como uma marca indelével para toda a tua vida. As luzes esbatem no meu rosto suado e dão-me um ar fantasmagórico e tu ris, lançando o corpo para trás, sem pudor, em gargalhadas de cristal que de mistura com a música assumem um som doce e suavemente belo.

_O tipo não aguentou a responsabilidade de sermos um projecto só nosso. Talvez fossemos demasiado novos, estiquei-me, avancei um espaço de tempo que não era o adequado, saltei um hiato, atasquei-me perdida e só, porque fui muito criticada por esta minha vivência e mandaram-me desenrascar, sair dela com a mesma maturidade com que entrara.

Está abafado na sala ampla, mas repleta de corpos, de vozes e sons de músicas afrodisíacas, ou simplesmente atípicas de rótulos, porque o som não conta, o som são as batidas do álcool nas têmporas latejantes. Sugiro que saiamos um pouco para junto do rio. 

E tu vens, airosa no teu corpo de menina, tão deliciosamente bela. Há uma brisa fresca que escorre da noite e por cima de nós, toda ela imponente de luz, a Lua cheia que nos olha e parece que se ri. Posso ver os contornos que nos induzem uma expressão de mulher, porque é o que eu quero ver nela, nas sombras que traçam os olhos, a boca, o nariz.

Pergunto o que andaste a fazer pelas ruas, amargurada de quê? Quantos homens abusaram do teu corpo? Quantos te conspurcaram a alma?

_Não quis voltar para casa, ou puseram-me na rua, ou tinham-se separado, minha mãe vivia com outro homem e eu não queria coabitar com estranhos. Não sei bem, foi um período confuso, estranho e doloroso até que levantasse de novo a minha estrutura, um pouco de corpo, um pouco de alma, e persistir, inverter o sentido fatalista da coisa, da vida, sabes como é!...

E eu não sabia, ou não queria saber. O teu cabelo negro sobre os ombros de onde vislumbro a alça que o prende, ao sutiã, que segura as tuas maminhas redondas, mimosas, botões de rosa despontando do teu corpo magro. Frágeis e tão poderosas porque és tu na tua sensualidade plena e movem-se com o teu arfar, tão suavemente como a brisa fresca da madrugada sobre o rio sereno.

_Agora tenho uma casa, só minha, onde me habito com as minhas preciosidades e só entra quem eu convido, quem eu quero. Mentiria se te dissesse que não sinto a falta de um amor sério, um amor de verdade que me aquecesse nas noites frias da alma, que me impulsionasse nos momentos de desânimo.

Digo-te que sim, que sei ou sinto isso de ti, que na realidade da tua juventude, ter alguém a quem chamar amor. Teu amor. Dizeres a palavra :amo-te, é uma falta com a qual não sabemos lidar. Podemos dizê-lo em abstracto, ausentes até da presença de um outro em nós, mas poder dizê-lo e estar ali, na nossa frente alguém que nos olha, que nos surpreende a palavra na hora, ou momento em que sai, se torna uma forma de estar, de querer, de ser. Alguém que nos afaste a ideia de solidão que nos persegue. Não ter nada nem mais ninguém. Sou!...para quê, para quem? ser capaz de ser para mim, se ser eu para mim. É muito fácil de dizer aos outros. Mas não podemos abandonar-nos. Somos os últimos guardiões de nós mesmos. Somos a mola, o motor, a razão

_Achas mesmo que alguém um dia se interessará por esta pobre de Deus. Sem cheta nem um sentido estético da e para vida? Que faço eu para ter o direito, ou a benesse de ter um pouco mais de conforto, partilhar o que em mim ferve, ter filhos, experienciar que nada me afectou o sentido da maternidade, que nada me afectou o sentido de ser uma boa companhia de projecto?

Conto-te a minha história , de como tudo começou de repente e a partir de um acaso, que se calhar não era um acaso ,mas uma congeminação  de factores que criaram as empatias factuais, que nos fizeram olhar de uma forma diferente e determinada direcção. Digo-te que são incontroláveis, imprevisiveis as nuances de nos estar a acontecer o impensável, de todo em todo.

O luar sobre o teu rosto circunspecto. Peço-te que não estejas apreensiva e dou-te a mão para que retomemos o caminho de regresso. Deixar te.ei em casa como combinámos. Foi um sonho diferente, o desta noite e o rio, ao longe ainda o mar. Um dia destes levo-te no meu barco e pescaremos robalos à linha. Confia em tudo de ti, a tua sabedoria é o teu Norte.

_E como é que se faz?...Há quanto tempo não como peixe?...

A tua voz era já um fio de som em fase de abandono pelo sono. Olhei-te pelo canto do olho, tão jovem, tão bela, tão virtuosa.

Minha amiga

 

07
Out08

OUTUBRO ROSA - O CANCRO DA MAMA E O SUBLIME DE SER MULHER

samueldabo
 

Há  doenças que nos afectam, que nos deprimem, causam dor e morte de gente que faz falta, a quem sente a falta, de quem sente a falta. Destaco hoje, agora, o cancro da mama, porque nem sempre mata fisicamente, mas destrói imagens coloridas, arruína projectos, desfaz amores que pareciam consolidados, reduz um ser de mulher a uma farripa de nada que ainda é ser, ostracizada, rejeitada como imprestável. 

Os seios são, do corpo feminino, o órgão mais cobiçado e o mais maltratado, pelo parceiro masculino nos jogos ditos de amor.

Alguns  homens gostam de peitos fartos, duros, outros gostam de seios mais equilibrados, mas querem seios pertinentes, para saciarem os ditos prazeres ou angústias,  a falta ou o excesso , no primeiro contacto com o peito materno. Frustrações...

Na relação sexual, servem-se dos seios selvaticamente, apertam, sugam, ferem. E pretendem que estejam sempre duros, proeminentes, à disposição da sua gula libidinosa.

As mulheres fazem o que podem para os manter altivos. Sabem que é um ponto importante de dar e receber prazer. Têm filhos. Têm dores. Mas insistem em tudo fazer para agradar e ser agradadas. Em geral, as mulheres têm um orgulho desmedido nos seus seios. Até usam uma peça especifica para os manter suficientemente elevados, como faróis sedutores que ostentam e prometem os restantes atributos não visíveis . Vão a massagens, enchem-nos ou reduzem-nos, por processos cirúrgicos,  numa corrida vertiginosa, não já para serem diferentes, mas para serem mais iguais.

E de repente, por má formação congénita, por tanto terem sido maltratados nos momentos de paixão, por força dos laços genéticos, de per si ou no todo, eis que o impensável  acontece. O bicho temível , corrosivo,  que só  sabíamos nos outros, que não foi detectado a tempo , ou que foi, mas era do tipo expansivo, intratável, toma conta, sem apelo, do seio da mulher.

A mulher que se vê obrigada a suprimir um dos seios ou os dois, sofre um rude golpe a todos os níveis sensoriais do seu ser e ainda constata , muitas vezes, que não passava de um objecto de prazer para o seu par. Quantas vezes abandonada quando mais precisava.

A perda deste símbolo da sua feminilidade e maternidade, causa distúrbios insanáveis que devem obter de nós o melhor da nossa humanidade. E muitas vezes são abruptamente excluídas e sofrem em silêncio, acarinhadas por uma palavra amiga ou a sós, no silêncio de todos os silêncios sem resposta.

Apelo ao homem, ao mais profundo da sua humanidade, para que se interiorizem desse sofrimento e não abandonem o projecto de amor.. Antes o consolidem por mais esta razão.Porque a vida sem alma não tem nem faz sentido.

Apelo a que estejam na segunda linha, na insistência para que os seus amores façam os diagnósticos precoces que podem evitar o deflagrar da doença com os danos irreparáveis conhecidos, porque na primeira linha devem estar as próprias mulheres. É delas que se trata

O amor, a amizade, a ternura, devem prevalecer sobre a ablação. Sorrir , confiar na grandeza da sua condição de mulher geradora da vida. Confiar nos designios da alma e encetar novos caminhos, que serão sempre de índole superior.

Que sei eu disto? Deste drama?

Quíz apenas interromper silêncios. Dizer que estamos aqui e não te excluímos. E embora talvez tarde, agarra a nossa mão e sorri.

Associo-me a esta campanha Universal  da FEMAMA: "OUTUBRO ROSA" colhido no blog da minha amiga Astrid Annabelle, a quem saúdo pela sua humanidade e edito o seu post alusivo ao tema no Brasil e no Mundo. Blog Navegante do Infinito em                            http://astrid-annabelle.blogspot.com

As minhas saudações Astrid e a todas as mulheres...

 

 

 

Outubro Rosa

 

 
O Outubro Rosa nasceu há dez anos nas Cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia (EUA). Desde então, vários outros lugares do mundo vêm aderindo ao movimento, que tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, enfermidade que vai afetar a vida de mais de 49 mil brasileiras até o final deste ano.

Não é difícil curar o câncer de mama se ele for diagnosticado em fase inicial, quando o tumor é ainda pequeno para ser detectado ao ser palpado. “Nesses casos, as chances de cura chegam a 95%”, diz Fernando Alves Moreira, presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia.

Na maior parte do País, infelizmente, a doença é descoberta já em estado adiantado, quando as chances de cura são bem menores. Essa é a razão pela qual o câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no Brasil. “A mamografia é o principal instrumento para diminuir a mortalidade por câncer de mama”, afirma Alves Moreira.

No resto do mundo não é diferente. Por isso, diversos países já se engajaram no Outubro Rosa, como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Grécia, Itália, Israel e Austrália.

Durante um mês, várias ações de conscientização voltadas ao grande público lembram as mulheres da luta global contra o câncer de mama. Palestras, eventos, estandes instalados em locais de grande circulação, distribuição de material informativo, são algumas delas.

Outubro Rosa no Brasil

Lançado em 1° de outubro no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, com a presença da jornalista Glória Maria, embaixatriz da Femama, e Maira Caleffi, sua presidente, o Outubro Rosa conta com ações em seis capitais do País.

Pela primeira vez, iniciativas semelhantes às realizadas no resto do mundo acontecerão em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Brasília.

Em outubro, eventos organizados pela Femama vão alertar sobre a importância da mamografia anual para o diagnóstico precoce, a todas as mulheres com mais de 40 anos.

“É fundamental que toda mulher tenha acesso à mamografia anual após os 40 anos, só assim haverá um impacto real nas estatísitcas de mortalidade da doença”, afirma Ivo Carelli, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional São Paulo.

O mundo fica cor-de-rosa

O Outubro Rosa vem transformando os mais conhecidos pontos turísticos do mundo. Em Paris, a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo tingem a cidade-luz com um toque feminino durante as noites de outubro.

Em Milão, o Teatro Scala, uma das mais famosas casas de ópera do mundo, tem a sua construção iluminada com a cor-símbolo da luta contra o câncer de mama.

O mesmo acontece com o Empire State Building e o Rockefeller Center, em Nova York, dois dos mais famosos edifícios na Big Apple. Em Londres, a tradicional loja de departamentos Harrods também enfeita a sua fachada na Brompton Road.
http://www.mulherconsciente.com.br/

 

 Este texto foi copiado do blog:  http://astrid-annabelle.blogspot.com


 

22
Set08

MOVIMENTO PIJAMINHA (PARA O IPO)

samueldabo

Do espaço Astrológico

http://espelhodevida.blogspot.com

Causas de todos

 




Movimento Pijaminha (para o IPO)

São necessários (principalmente) pijamas para as crianças que estão no
Instituto Português de Oncologia a fazer tratamentos de quimioterapia.
Após os tratamentos, os pijamas ficam muito sujos e gastam-se
rapidamente.
Esta ideia surgiu há dois anos e hoje já é apelidada de *Movimento
Pijaminha* pelo sucesso que têm tido os esforços conseguidos!
As necessidades existentes passam pela falta de pijamas, pantufas,
chinelos, meias, robes e fatos de treino.
Para todos a vida não está fácil, mas dentro das possibilidades de
cada um há sempre espaço para participar, comprando ou obtendo junto
de amigos e familiares agasalhos que já não sirvam.
No ano passado foram entregues 76 pijamas e o IPO ficou muito
satisfeito com esta dádiva.
Este ano vamos repetir a façanha, e se possível ultrapassar este número.
Se divulgarem já estão a ajudar!!!

 

             -------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

Correspondendo ao apelo veículado pela minha amiga Ana Cristina Corrêa Mendes em

http://espelhodevida.blogspot.com.

As minhas felicitações, a minha solidariedade, a minha partilha de espaço na divulgação.

Um apelo especial ao Clube Mammy onde por certo muitos pijaminhas farão a diferença

 

14
Set08

INTERVALO - HOSPITALAR- O Regresso

samueldabo

Os Astros devem andar loucos!...

Uma crise súbita de vesícula espetou-me novamente na cama do hospital. Desta vez, as dores eram tão fortes que não deu para reparar na beleza das enfermeiras.

Abriram-me, tiraram-me pedra que dava para construir uma casa.

Voltei a sentir a alma que se evadia. Os rostos de amigos e amigas que me velavam no sonho das almas.

Do lado de lá de mim, nada. É como se não tivesse vivido não sei quanta parte do tempo da longa noite. Houve dança, sorrisos e gargalhadas entre as almas, a minha e as que em sonhos me visitaram. Promessas de amor eterno, de amigos, claro e ficou-me a sensação de ter viajado num circuito cósmico de efeitos maravilhosos sobre o meu acordar. A sensação de ter atingido o âmago do conhecimento, a essência da vida. O não ser que é, sendo.

E ao despertar, voltei a ver os rostos que se riam da minha ingenuidade em acreditar que tinha viajado no tempo. Que não se passaram horas, mas anos.

Olhei as mãos que se mexiam em apertos de vácuo. Mexi-me e senti que estava inteiro.

Estou em casa, desde manhã e dormi tanto que me falta o sono, daí, retomar o diálogo com o mundo que vós sois de mim e agradecer as mensagens  de preocupação pela ausência , que alguns amigos e amigas me endereçaram. Senti o vosso carinho, os vossos sentimentos de mim e nem sabemos quem somos cada um de nós.

Irei visitá-los um a um, para vislumbrar as coisas belas que postaram nos vossos espaços pessoais.

Obrigado.

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