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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

08
Nov12

SOU DO SIGNO MASCULINO...COM ASCENDENTE EM MULHER!!!

samueldabo
imagem pública tirada da net

*
SOU DO SIGNO MASCULINO..
COM ASCENDENTE EM MULHER!
**
pintei-me
da palavra liberdade
esculpi-me
na palavra humanidade
gravei-me
em palavra dignidade
depois morri
*
porque liberdade
sem ser livre
não fazia mais sentido
viver apenas
para sobreviver à matança
de inocentes virtudes
que a vida simples trazia
*
porque a humanidade
sem humanismo
sufocava carente de amor
solidificava a solidão
me condenava à tortura
de morrer só
no azedume da alma indignada
*
porque a dignidade
sem o usufruto ou dignitude
me fazia escravo
sem alento raiado de ódio e desamor
oco de pensamento
mesquinho absurdo e indiferente
a meu próprio ser
*
porque morri
deixo-vos escrito o que já não sou
apagado do rol
dos próximos a pilhar
o meu riso ecoa do mundo dos mortos
não me levam mais nada
ah ah ah fiquem com a minha herança
*
nem o ar empestado
nem a água inquinada de sofreguidão
terra queimada
ardendo dos meus ossos em combustão
o que vos deixo é o enfado
de se odiarem até à exaustão
famintos de amor
*
algures no ano um
duma nova era esplendorosa
um punhado de gente sã
que por ser criança mantinha intacta a inocência
reinventou a partilha
de cada acto de viver a nova esperança
livres dignos humanos
*
então voltei
feito signo masculino
com ascendente em mulher
na acalmia do vento sorri
porque vi a alma nova
nem luxúria
nem inveja ódio nem cobiça
*
autor: jrg
21
Out12

VAGABUNDOS !

samueldabo

foto do autor
**
VAGABUNDOS
*
na praça há um corrupio
de gente miúda
grupos que discutem bola
à sombra do sol
ocultado por nuvens
crianças cães
e brisas que arrastam
as palavras
sob a palmeira o vagabundo
olha ao redor
a ver se alguém lhe chega
uma moeda 
ou um olhar cheio de vida
eu já não tenho 
o meu nada é o tudo
vou-me a eles
abro um hiato no tempo
uma moeda vá
sou eu que peço dez
cinco o que houver
e todos dão de boca aberta
a palma enche
o sol rasga sorrisos
enlouqueceu
pensam que virei político
duas mãos cheias 
de moedas e uma nota
ei! Zé toma
quero lá saber que o bebas
dum só trago
se é o que te resta de viver
a tua alegria é vinho
a água a luz a esteira rija
que não tens
no vinho tragas o poder
aqueces a alma
divertes-te na imaginação
não tens nada
não precisas de nada
estás-te cagando
para a troika para o governo
para a dívida
o roubo e a mentira
se houver vinho
rompes o dia a noite sem tempo
se não houver arfas
nas correntes de ar de andarilho
os teus olhos luzem
ao ver a mão cheia de moedas
metes no bolso e alas
que deus te pague dizes irónico
 abalas a balançar o corpo
ao ritmo do sino da igreja
que deus não me pagará
autor: jrg
11
Out12

DIZER POESIA - JOÃO RAIMUNDO GONÇALVES...por ISABEL BRANCO

samueldabo

 


*
E SE DE REPENTE

ME FECHASSE PARA BALANÇO?


***

de repente

enquanto à volta os meus passos
movimentam
tudo o que em mim é movimento
acho-me a pensar
que não tenho mais nada a dizer
depois do que disse
de tanto dito que li em meu redor
já só me falta não ser
na imensidão do mar eu abismo
sem sol nem luar
*
de repente
um desejo impetuoso de parar
ficar quieto
como uma maioria absoluta
a definhar
olhando sem ver o louco a louca
vicejando ao alvorecer
em cada esquina da vida a decantar
aforismos poemas
e causas tremendas horríveis
a doer-me de amar
*
de repente
tudo o que disse me soa a nada
vácuo vão inútil
de tanto pensar ensandeci de amor
pedra pesada
que não chega ao cimo da montanha
a meio descamba
e arrasta o que me resta de ter sido
coragem esperança
com a memória ainda em sangue
tão desventrada
*
de repente
não tenho deus nem pátria
nem família ou amigos
pés ou mãos que me aconcheguem
todos me calam
na profundidade de absurdos segredos
e se escudam
na promiscuidade da minha evidência
árida estéril imbecil
a propagar que já não tenho medos
para onde fugir
*
de repente
se um doce veneno uma picada indolor
um terramoto uma avalanche
de ideias consecutivas me acudissem
sem ter que perder
nem explicar-me a decisão de sair
de não mais dizer
que abomino o clamor deste silêncio
de onde teimo gritar
aos meus próprios passos que me sitiam
a alma surpreendida
*
de repente
uma vontade indomável de apagar
o que me identifica
lunático a acreditar na falsa esperança
que amar é dor que amor alcança
e a não querer ver a materialização fatal
que me e nos condena
à servil condição de sonhadores
de criar sonhos especular
sabendo de antemão que não vale mais a pena
viver nesta agonia a adiar
*
de repente
desligo o botão que me liga à máquina
e permito que o meu silêncio
seja também ele um grito fantástico
a ecoar nas almas em espertina
ninguém dará por nada tão de súbito
como a luz que se apaga
fica ainda a claridade do apagão a confundir-nos
sinto a leveza da queda
neste abismo que é o não ser em absoluto
depois volto à normalidade de viver
**
como se nada tivesse acontecido!!!



autor: jrg

***


REGURGITAR AMOR...


**
Imagino a gruta
para onde te levo
sob a falésia os arbustos
o aroma das urzes
onde te rimo com mar
e o mar de tanto amar
tão teu e meu a dor
*
lembro o sonho
de amantes sem segredos
enrolados nos corpos
possessos de beijos
para diversão das almas
que sabiam
da efemeridade dos medos
*
evoco da memória
que havia escondido no sonho
um pesadelo activado
porque amavas demais
um outro que em mim achavas
tão parecido ou crente a jeito
no sonho feito segredo
*
recordo o meu o teu
desinquietado desassossego
por onde desvairados
nos amamos sem pudor os corpos
por entre manchas de ternura
lágrimas compulsivas
de sal e mel te escorriam
*
regurgito onde te memorizo
o grito o gesto subil o cheiro
as palavras que disseste
de amor sentido meu degredo
e da vontade que é partir
ao teu e meu encontro
dizer-te que não tenhas medo
*
autor: JRG
08
Out12

PARABÉNS ANA MARIA... UM POEMA E DUAS CANÇÕES DE ESPERANÇA!!!

samueldabo


Ana Maria Pinto-Soprano
***
PARABÉNS ANA MARIA... 
*
UM POEMA E DUAS CANÇÕES DE ESPERANÇA!!!
**
mas havia ainda bem
outra surpresa 
de sublime encanto
no dia em que a República
centenária fazia anos
depois da bandeira 
hasteada inversamente
e da "plebeia" que ousou
perturbar aquela ilustre gente
clamando justiça
uma voz de timbre altissonante
Ana Maria lírica cantora
eleva a resistência bem avante
no seu porte firme de mulher
*
a voz impelida p'la paixão
do belo canto
ilustra em som diáfano
do poeta Cochofel
o poema que insiste em ser a arma
que incita o pensamento
a resistir dentro da toca dos tiranos
à força bruta
que à luz do dia fica impotente
mau grado a raiva
a voz ecoa no silêncio do medo
olhos nos olhos
com a crueza circunstante
e cala a oratória pestilenta
*
é a alma MÁTRIA Lusitana
na voz melodiosa
que estilhaça em tom agudo as consciências
eleva a voz do povo
chama ao combate os indecisos
num grito de mulher
a "Firmeza" do poeta e os sorrisos
duma criança a brincar
com o futuro lançado aos abismos
parece dizer
canto por ti Luísa por ti Maria
olha para eles
borrados de medo presos nas teias que teceram
para nós...canto a liberdade

 

autor: jrg


Ana Maria Pinto - foto pública
***
FIRMEZA
Sem frases de desânimo,
Nem complicações de alma,
Que o teu corpo agora fale,
Presente e seguro do que vale.
Pedra em que a vida se alicerça,
Argamassa e nervo,
Pega-lhe como um senhor
E nunca como um servo.

Não seja o travor das lágrimas

Capaz de embargar-te a voz;
Que a boca a sorrir não mate
Nos lábios o brado de combate.

Olha que a vida nos acena

Para além da luta.
Canta os sonhos com que esperas,
Que o espelho da vida nos escuta.

letra de João José Cochofel


***
Ana Maria Pinto foto pública
***
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raiz

Acordai

acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações

Acordai

acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!

letra de José Gomes Ferreira
28
Set12

SER AVÔ

samueldabo
imagem pública tirada da net
*
SER AVÔ
**
ah se eu pudera
ser avô
de todas as crianças
que não têm
por troca de sorrisos
um mimo
um gesto infantil
ouvir seus gritos
de mágicas surpresas
e correr
a fingir que estou cansado
deixar-me apanhar
sentir seus prazeres pelo triunfo
a incitá-los 
para que ousem vencer
sem medos
e aplaudir sempre de pé
o serem capazes
olhar seus olhos inocentes
confiantes
*
Helena ao longe já me sorri
teu sorriso lindo
de menina tão bela e mimosa
mal nascera
internada por doença
ficou tímida
indecisa mas atenta
tão depressa
de botão se fez aberta flor
a desabrochar
abriu pétalas fez-se à liberdade
encantadora
avô empurra para eu baloiçar
a rir-se ladina
quando deixo que no balanço
me toque com os pés
quando o baloiço vem veloz
a parecer que vai voar
menina de esperança princesa
como estás crescida
*
os meus olhos não páram
sou avô mesmo
o Pedro é terrível esconde-se
a Leonor afoita-se
temo que caiam se magoem
a repartir-me
são tantas as crianças
parecem pardais
em voos rasantes a pipilar
Matilde Constança
Francisco Pedro Leonor Sofia
Maria Margarida
e bebés que me olham a pedir
um afago de olhar
um gesto que transmita confiança
Mafalda Mariana
está bem eu empresto-te
o meu avô
diz o Pedro com ar malandro
a mostrar-me
o que já sabe fazer em equilíbrio
*
avô sim Leonor
já viste o que já sou capaz?
vá repete quero ver
e ela meu orgulho de menina
tão crescida
são ciúmes partilhados
de me verem ela e ele
disputado por meninas e meninos
um parque cheio
dos sorrisos mais lindos
da humanidade 
escondidas toca e foge correrias
histórias de plantas
de animais o pombo a lagartixa
os melros a saltitar
cães gatos e choros aflitos
de medos ou quedas
ser avô sei agora eu não sabia
de todas as crianças eu quisera
autor: jrg
27
Set12

NAS ASAS DA POESIA!

samueldabo
imagem do autor
***
NAS ASAS DA POESIA
**
da janela da casa
pela manhã
a que deita para o quintal
onde a dona Júlia
solitária estende a roupa
e os gatos namoram
ao entardecer
vejo a parede de silêncio
com um buraco
antes de evasão de fumos
onde um par de aves
apaixonadas 
vão fazer dele seu ninho
sinais de pura magia
que ainda aqui há gente ou vida
o outro sou eu a sonhar
jrg
24
Set12

MEU POVO ENXOVALHADO !!!

samueldabo
imagem pública tirada da net
**
MEU POVO ENXOVALHADO !!!
***
quem dera
que aquele rouxinol
ali daquela gaiola
cantasse enquanto espera
que surja de novo o sol
abra as pétalas a papoila
.
quem dera
que ao piar a coruja
na noite escura
se assustasse a severa
cobra que a intruja
rastejando a terra dura
.
quem dera
prendessem aquele ladrão
ali em sua poltrona
pelo crime que então fizera
de roubar o pobretão
nem mais pão nem azeitona
.
quem dera
o melro alegre cantasse
no restolho a joeirar
lá onde o homem pondera
em sua alma a catarse
dum mundo novo a pairar
.
quem dera
daquelas raízes brotassem
plantas flores belas
onde o ladrão as perdera
e dos frutos que medrassem
saíssem alvas estrelas
.
quem dera
que o crime do criminoso
fosse a bom julgamento
com justiça pois pudera
ser do povo o mais vexoso
fruto caído do vento
.
quem dera
aquela pomba arrulhando
num ombro de mulher
de tão branca que eu quisera
na paz dela mergulhando
ver a esperança amanhecer
.
quem dera
ter nascido entre primeiros
que meu grito aturdisse
entre bichos e plantas nova era
de quem somos pioneiros
do ventre feminino já o disse
.
quem dera
o pesadelo desta vigarice
que rouba a alma de meu povo
em sonho meu houvera
de resgatar o seu valor e visse
o fim deste viciado jogo
.
quem dera
aquela andorinha adejasse
sôfrega de carinho e amor
sobre o novo tempo ou Primavera
onde um sorriso encantasse
nos olhos duma criança o fulgor
autor: jrg
19
Set12

EPITÁFIO - (para a PAULA)

samueldabo
imagem pública tirada da net
*
EPITÁFIO
(para Paula)
*
juntam-se à despedida
no silêncio apenas
a morte
trocam olhares demências
cada um em seu drama
a pensar
*
amigos conhecidos família
ligados por um fio
o sangue
ou a memória das vidas
que foram um dia
o tempo
*
a decompor-se nos vermes
o corpo jaz ali morto
vegetal
que antes repartiam entre si
interstícios da carne
nas orgias
*
a persistência do mistério
na homilia do padre
morrer
a encomenda das palavras
faz-se tarde a morte 
já partiu
*
terá rondado alguém eu tu
o gato preto ronrona
porquê
tanta disputa tanto ódio
fétido cheiro tétrico
quem era?
*
foi de repente adormeceu
terá deixado algo
por fazer
uma sentença um desejo
uma memória dizer
não quero
*
tristes e indizíveis actos
rostos desnoitados
funerários
carregam a urna deitado
um corpo sem alma
amortalhado
*
segue o cortejo lentidão
servil ao protocolo
quem era ..é
o som cavo da terra tapa
flores que me cobrem
olhares
*
cada um regressa ao sitio
o corpo manchado
ali fica
embebido na arenosa terra
com flores a murcharem
da vida
autor: jrg
11
Set12

POEMA LIVRE AO PRIMEIRO MINISTRO DE PORTUGAL!!!

samueldabo
imagem pública tirada da net
**
POEMA LIVRE AO PRIMEIRO
MINISTRO DE PORTUGAL!!!
«««//»»»
mesmo o ladrão mais insensível
tem seu código de conduta
nos idosos indefesos não se toca
se o ladrãozeco desprezível
a coberto de leis de que desfruta
ousar roubar a uma velhota
o produto da poupança é incrível
*
eu podia imolar-me pelo fogo
ou acampar à fome em frente ao seu reduto
mas nada disso redime a cobardia
por isso resisto com a palavra entro no jogo
recuso ser cobaia ou contributo
para matar um país nobre o meu em agonia
vitima indignado pelo seu roubo
*
até aqui lhe perdoavam os acólitos
e outros ratoneiros imorais
mas o vício de roubar está ao rubro
vê-se nos seus olhos eólicos
e no vinco dos seus lábios infernais
que espero findem em Outubro
pelos rumores de revolta já eufóricos
*
o senhor vendeu a alma a mafarricos
dum povo que jurou servir
travestiu-se de Zé do telhado inverso
rouba aos pobres e dá aos ricos
está-se lixando que o país esteja a ruir
rumina leis de dia à noite faz sexo
e anuncia que ainda há mais sacrifícios
*
estava na cara do tempo seu ar rapace
bem sei que é intermediário
o senhor é o Conde Andeiro nesta crise
ao serviço da usura dá a face
vendendo ao desbarato o nosso erário
é incapaz a resolver uma chatice
sem roubar quem não tem o que sobrasse
*
mas o senhor é também frágil por demência
ninguém lhe diz a figura triste
que faz quando se ri ao aprovar medidas
que toda a gente vê em consciência
que remetem para o degredo quem resiste
e para a cova funda quem tem dividas
digo-lhe eu o senhor é um canalha em evidência
*
o senhor é um predador um cruel tirano
prestes a derreter sob a cinza da sua devastação
tem pés de barro como todos os tiranos
eu sou do povo massacrado pelo seu ideal insano
ergo a minha voz a alma o coração
não ficará impune exigimos a reparação dos danos
e damos a escolher: exílio ou guano
*
porque a sua ambição é destruir uma Nação
usando o facho incendiário
como Nero destruiu Roma enlouquecido
custe o que custar fraca visão
ele via vultos o senhor é cruel e solitário
ouça o recado do vento enraivecido
não espero que s'arrependa quero a sua rendição
*
autor: jrg
07
Set12

O ACTO DA CRIAÇÃO LITERÁRIA E O SILÊNCIO!...

samueldabo


imagem pública tirada da net

*

O ACTO DA CRIAÇÃO LITERÁRIA E O SILÊNCIO


**


podias ser 
a minha fonte d'inspiração
e não este meu grito
a desfazer o som opaco do silêncio
que me estilhaça o pensamento
como pode alguém ser da arte criador
se interrompido quando pensa
para acudir aos teus afagos e desejos?
*
há quem pense
por entre os murmúrios do café
ou na roda viva duma orgia
mas não é a mesma coisa meu amor
rasgar o silêncio do alarido
de pensamento livre e acintoso
ou ouvir o teu gemido
a martelar a cadeia de pensar
*
não se trata aqui to digo
de mãos dadas caminhando ao luar
de que te cales ou vás
porque o teu grito nem a morte cala
só eu de mim posso calar
em cada hiato de tempo que houver
mas não me digas nada
quando o meu silêncio te silenciar
*
o dilema é não saber
quando o pensamento irrompe a adejar
sobre a ideia a amanhecer
a alma fica em êxtase não dá para mudar
acredita que te amo podes crer
porque o amor é o grito maior a ecoar
na mudez da mente a fornecer
os dados à ideia pronta a zarpar
*
e és mesmo sem querer
a musa o mito que me desencaminha
desde as profundezas do mar
a revolução do pensamento permanente
que faz o silêncio em mim gritar
ao som do teu dizer estou aqui e sou alguém
a que o silêncio não pode calar
por mais que a criação teime em ser momento
*
autor: jrg

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