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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

25
Jun11

SE SOUBERES !...

samueldabo

SE SOUBERES!...

{#emotions_dlg.bouquete}

«««//»»»

*

se souberes de uma gruta
para eu me eremitar
que seja escura e astuta
para nela te beijar

*

se souberes de uma toca
para eu me acoitar
com o sabor à tua boca
para nela me deitar

*

se souberes de um covil
para eu te abraçar
com meu fulgor juvenil
à luz do doce luar

*

se souberes duma caverna
para eu nela viver
contigo mulher tão terna
e lá parar de sofrer

*

se souberes d'algum lugar
que seja de ti amado
para eu te me nos encantar
de amor apaixonado

*

se souberes de mar ou serra
para de ti me abismar
se o amor que nele s'encerra
for capaz de nos salvar

*

se souberes no meio do vento
seja de norte ou de sul
na brisa dum doce momento
para o teu beijo de azul

*

diz-me...que eu vou...

jrg

13
Jun11

TEREI AINDA TEMPO

samueldabo

«««//»»»

**

preciso do tempo!...
porque me escapa ele
dentro das horas
indefinidas no meu pulso?...
encavalitado na contagem
decrescente
esventro a noite e penso
se vou irei a tempo
de acordar
dentro de cada sonho
onde me exprimo
louco de exigente loucura
cavalgando lugares
almas pensamentos
a exorcisar-me de mitos alucinantes
onde nada ocupa já o lugar
tantas vezes repetido
como intocável
falível portanto
ou mutável
o conceito de certeza
por onde me fazem navegar
exausto na remada incerta
o prumo da trajectória
os ventos as marés
que me trazem palavras
indesisas absurdas
de fora do tempo
à frente para lá de onde as sinto
a ferroarem-me a mente
proibida de pensar
atolada em almas inocentes
respiro o silêncio
transpiro memórias
não descanso remo sem rumo
mas remo remo remo
terei ainda tempo?

jrg

03
Jun11

ELEIÇÕES de 05 DE JUNHO 2011...EM PORTUGAL!...A FÁBULA!...

samueldabo

A FÁBULA DA VINGANÇA URDIDA...

**
Nesta fábula de contornos mediáticos, o Coelho veste a pele do Lobo e aceita fazer parceria, abrindo as Portas à entrada da Raposa, não sem antes, com a ajuda da Hiena Louca e do Jagudi Marxista (de marchar...)  terem banido do trono, usando a trama do ataque consertado, a golpes de dentuça afiada, o Leão já ferido de morte, por tantas investidas dos carnívoros, sedentos de lhe tirarem o poder, para reinarem sobre os outros animais...
Á volta da arena, clareira profusamente iluminada, por tudo o que eram estrelas cadentes, havia búfalos, esquilos, répteis, besouros, elefantes falhos de memória, zebras, girafas, camaleões, que emitiam sons entre cruzados, confusos, de agravo uns, de desagravo outros..."mata.. ...Fora...morra...as araras tinham tocado a rebate...
_O Leão chegou ao fim...é, foi, incapaz de proteger a vida na floresta...
e chegavam-lhe o dente ao pelo...e berravam desabridos...ninguém sabia o quê..o porquê..apenas que falhara...falhara!...e era preciso bani-lo com a vontade expressa de uma maioria absoluta...
O Leão, ciente que governara com sabedoria, traído pela calamidade Universal que desabara intempestiva na Selva há muito acomodada, traído pela intriga dos grupos que o pressionavam a abdicar, dava voltas sobre si próprio, enfrentando um a um os cabecilhas, urrando com denodo e coragem
Assediado por todos os lados do habitat, sentindo a dor  no alarido, de uivos , latidos, ferroadas...o ardor do sangue, dentro e fora que o empolgava, o Leão rugia, do alto do seu conhecimento...que só com ele a selva teria paz..harmonia...
As coisas estavam feias para o seu lado, mas sem quebra de ânimo, insistia na defesa dos valores ancestrais...já os outros cantavam vitória, ante os animais da selva amedrontados...a todo o momento saltariam sobre o leão e consumariam o veredicto urdido...
O lobo, de cuja pele esfarrapada sobressaíam as orelhas de Coelho, dá um passo à frente...a Raposa, entre patas entalada, olha, astuta... a Hiena Louca, ri...o Jagudi marxista, ergue a careca desbotada...o Leão está prestes a vender cara a despedida...brame...abana a juba ensanguentada...
Há uma pausa de silêncio...quando o momento decisivo se aproxima...e de entre a expectativa ouve-se um rumor de extrema agressividade...os ramos das árvores abanam numa chiadeira impressionante...o som estridente da macacada ecoa nos ouvidos dos presentes...águias portentosas picam nos farsantes...gorilas, chimpanzés e macacos comuns, há tanto tempo indecisos, tomaram partido pelo Leão injustiçado...exibem ramos e roncos agressivos que põem em debandada o bando de feras arruaceiras...
autor: jrg

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