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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

10
Mar08

MEMÓRIAS DA GUERRA ( I ) - O PRISIONEIRO

samueldabo

O tronco nu, musculado, cabeça levantada, deambulando no exíguo espaço cercado de ripas de madeira em jeito de fortaleza, a corda grossa amarrada ao tornozelo, as mãos unidas  por atilhos impossíveis de desfiar.  O sol abrasador e nem uma sombra. O prisioneiro. Os soldados passam e dizem:

- Turra! Filho da puta !

Arranham a garganta à cata de saliva que atiram ao prisioneiro, indefeso, sem direitos. Os olhos escuros e brilhantes, assustados mas altivos. O mistério oculto nos olhos sem expressão.

Manuel António olha o homem e antevê que ele tenha uma família , um ideal pelo qual lutou, luta ainda, e recorda os gritos de dor dos supliciados pela tortura da policia secreta. O cuspo dos soldados, sendo uma humilhação, não causa dor física , nem as palavras ofensivas da honra.

Atira-lhe um gesto solidário que o outro não compreende e desvia os olhos.

Manuel António  recorda, por um momento, os sonhos pesadelos de infância, em que ele era o salvador dos aflitos, dos injustiçados e chora a sua impotência na realidade da guerra.

 

 

registed by: Samuel Dabó

10
Mar08

A LUZ AO FUNDO DO SONHO

samueldabo

Acordar dentro do sonho, expectante, e achar a resposta, lacónica, mas resposta às minhas inquietações.

Imaginar o teu corpo, espírito , frágil ,na procura do infinito, sorvendo as situações que habitam a tua vida, imagens descoloridas de um ser a sufocar de riqueza acumulada prestes a explodir em miríades de pétalas viçosas  e eivadas de luz.

E penso na fragilidade de que somos expoentes, as mais das vezes encobertas sob capas de dureza mística , e que dão de nós a lembrança fugaz de tiranos remetidos ao silêncio, sem voz nem ouvintes.

A força que emana das tuas palavras que sorvo na avidez de te amar em cada momento. Afago o teu sorriso, a lucidez dos factores que te motivam, os olhos grandes e brilhantes , ciosos da descoberta do que vais encontrando pelo caminho

Ver luzes, mas não a luz. Porque a luz que procuramos é de uma intensidade que nem o sonho desvenda. Simplesmente não sabemos. E, no entanto, ela está lá. Num recôndito de nós, à espreita, ardilosa, num jogo de foge esconde que ainda não dominamos, ou porque focamos a nossa atenção em pormenores mesquinhos, ali colocados, em cada instante, para nos desviar, ou somos iludidos pelo turbilhão de hipóteses que nos massacram e agitam e imprimem demasiada pressa, inimiga da lentidão dos achados.

Sei tudo de ti. És grande. Esplendorosa de criatividade. Geradora de múltiplas facetas da felicidade humana.

Sinto a tua força e o poder de sedução dos sentidos que  me envolve e exalta como a espuma branca trazida pelas ondas do mar revolto e se espalham com o vento de encontro ao meu corpo, aqui postado como por acaso.

 

 

registed by: Samuel Dabó

 

 

09
Mar08

JUBILADOS-COM MEDALHA DE DIAMANTE

samueldabo

As dez pessoas do último meio século que me impressionaram, e mais o meu avô.

-João Paulo, trabalhador  carregador e descarregador do tráfego do porto de Lisboa, uma vida de pesos trasfegados à mão, dez e doze horas de trabalho intenso  de segunda a sábado. Aos domingos, de Junho a Setembro, vendia refrigerantes na praia, calcorreando o extenso areal, descalço, sobre areia escaldante, e carregando uma ou duas alcofas com garrafas envoltas em gelo.

- ceifeiras no Alentejo, os rostos trigueiros, sob lenços escuros, ou chapéus de palha de aba larga, os corpos curvados, balanceando no vai e vem das foices, subjugadas a um ritmo sem tréguas e paga sem valor, engordando ricos seareiros subsidiados pelo estado.

- Virgínia , a mãe abnegada que se devotou, sem vacilar, à salvação do filho,  perdido nas malhas da droga, e perdeu tudo, a casa, dinheiro, forma de vida, por vezes, a chamada dignidade, entrando em esquemas desclassificados. Um só objectivo: Salvá.lo .

- Kalibo , uma menina negra de olhos grande e escuros, mas brilhantes, interrogadores, abstractos, símbolo de um povo que também era gente, à espera de crescer e encontrar uma nova ordem onde os seus direitos não fossem hipotecados.

- Conhita , ladrão de pequenos delitos, viciado em drogas, que fazia poemas desconcertantes, pescador e obreiro de ofícios diversos, que tinha um sentido ético da vida e procurava não arrastar inocentes na derrocada envolvente que lhe calhara. Acreditava que só a liberalização estancaria o consumo , a longo prazo, mas que tal medida não interessava aos mandadores sem lei de que os governos são reféns , dados os lucros fabulosos que o produto proibido rende.

- O francês, porque era emigrante em França, soldado apanhado à socapa , lá, onde julgava poder escapar, e mandado para a guerra a contragosto, humilde, resignado, mas aberto a novas mentalidades, propagador de ideias que foram fazendo escola nas camadas ditas inferiores da nossa sociedade.

- Os varredores de rua, meticulosos, briosos profissionais, que com a profilaxia das suas tarefas bem executadas, tornaram possível viver melhor nas cidades e contribuíram para o alargamento da expectativa de vida.

- Os mineiros, negros de fuligem, por fora e por dentro, sacrificando a existência a uma melhoria económica efémera e enganadora, extraindo do interior da terra, fontes de energia e minérios considerados preciosos.

- Os descarregadores do porto de Bissau, movendo-se, como formigas, no interior do porão do navio para a trasfega dos bens essenciais e do material de guerra destinado a combater os seus irmãos, que repartiam a laranja  atirada pelos soldados como se fossem macacos no jardim zoológico, gomo a gomo, homem a homem, sem sofreguidão. Os corpos luzidios de suor, as gargantas secas de ódios.

- O comandante Africano do grupo de milícias que, traído pelos seus comandados, se lançou como exemplo na frente de uma coluna de abastecimento, já antes atingida por uma mina anti-carro comandada à distancia, e se fragmentou na explosão de nova armadilha.

- O meu avô, pescador destemido, homem sábio de coisas pequeninas, cujas palavras, ainda hoje, norteiam a minha vida.

E que nunca serão condecorados pelos seus feitos.

 

 

09
Mar08

A PERSONAGEM

samueldabo

Lembro-me de ter sido sempre um menino triste e só, desde as brincadeiras no juncal, o imenso charco na base das dunas que dividem a aldeia do mar, e nem um sorriso a contaminar a pobreza do meio onde vivia.

A timidez, a exclusão, o sonho de comandar uma outra vida.

Entrar num café, Restaurante, loja movimentada, e sentir que todos os olhos perguntavam ao que vinha. O rubor das faces magras a vencer a cor tisnada pelos sois de muitos verões. As mãos à procura de solução para o vazio.

Olhar as mulheres bonitas e sentir desejos de lhes falar. Um piropo. Um convite à amizade. Amar. E a voz a ficar preza das emoções. Afónica. Nada. O medo de ser confrontado com as suas próprias insuficiências.

O primeiro emprego. Criar o hábito de conviver com pessoas. Aprender a higiene diária e elementar. Adquirir novos conhecimentos escolares.

Ler muito, de tudo e com critério. Romances, mas também história, psicanálise, filosofia, num amalgama de interesses que criem, ajudem a criar, a auto confiança. Forçar a entrada nos locais proibidos a tímidos . Ouvir as interpelações. Responder. Vencer o afonismo e dizer qualquer  coisa, por mais banal.

Querer intervir numa conferência onde se discute o homem. Soletrar toda a intervenção. E no momento, puf !

Ter ido à guerra e aprender o verdadeiro significado da morte. É tudo um improviso, como as armadilhas colocadas nos carreiros, com fios imperceptíveis  à espera de serem tocados, não importa por quem . Ir vencendo a timidez. Falar a mais de duas pessoas. Reforçar a responsabilidade de ser homem.

Amar, enfim, uma mulher com a exaltação de uma epopeia e ter conseguido voltar ileso, fisicamente ileso, com ideias mais reforçadas sobre a condição de ser homem. Ser já capaz de liderar uma sequência de actos e construir soluções eficazes.

Ter aprendido a sorrir. A visionar por entre as brumas, Experiências dolorosas. A militância partidária na dialéctica marxista como um toque precioso para a explosão da personalidade.

E continuar só, às vezes triste. Mas pleno de vitalidade, como se tudo fosse começar de novo e as células renovadas imprimissem as soluções nunca encontradas.

 

 

Registed by: Samuel Dabó

 

08
Mar08

O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE

samueldabo

Olho à minha volta e não vejo o país que cada uma de nós sonha em criança, onde as pessoas sejam felizes , colhendo do que plantaram de sua livre escolha, sem inveja de terceiros e com os problemas imprevisíveis acobertados pela solidariedade do todo, eficazmente gerida pelos governos sufragados.

Somos um povo criativo, inteligente e empreendedor, quando nos proporcionam os meios e os estímulos .

Constatamos o quanto somos queridos e premiados pelo nosso contributo a causas e economias exteriores. Enquanto no nosso país, a Auto Europa continua a ser o modelo da excelência da capacidade dos Portugueses., E ninguém parece perguntar o porquê.

Nas empresas, em geral, assistimos ao triunfo da mediocridade, sendo os mais aptos afastados, as mais das vezes, nas chamadas reorganizações internas. Estou em crer que das centenas de milhar de desempregados que se arrastam humildemente nos centros de emprego, uma parte considerável envolve dos melhores trabalhadores de Portugal.

As pessoas lêem pouco, e quando lêem, nem sempre são veículos para catapultar as suas reais capacidades, antes propagandeados êxitos efémeros e desprovidos de uma verdadeira intenção de modelo de desenvolvimento. Na literatura procura-se o êxito fácil e imediato. O escritor é tido não pelo seu contributo para a mudança, mas pelo número de exemplares vendidos

Nas escolas, laboratórios da formação , onde a riqueza do nosso povo deveria ser pedagogicamente exacerbada , constituindo uma força poderosa de cidadãos motivados para se colocarem sempre entre os primeiros,  os professores consideram que não tem nada a ver com com o insucesso reinante.

Penso, até, que a maioria, na classe dos professores, não tem espírito de missão, não gosta de ensinar, não acredita que a chave do sucesso de todo um povo, está nas suas mãos, antes se preocupa com questões de nível salarial, de horários de trabalho, de regalias que tinham e lhes querem tirar, com ataques a um (a) ministro, enredados nas teias de confrarias sindicais, por vezes já desajustadas do tempo e com ligações perigosas a quem se habituou a comercializar os interesses dos representados, a troco de mordomias ou cedências em capítulos de mais altos interesses próprios.

E ai de quem se arrogue o dever de tentar reformular, reformar, criar de novo!

 

05
Mar08

OBAMA PRESIDENTE OU... TANTO FAZ

samueldabo

Há quem acredite que  a vitória, possível , de Obama nas presidenciais Norte Americanas, pode proporcionar ao mundo um novo fôlego rumo à paz , estabilidade e nova ordem nas relações entre os povos.

Mas acreditando eu, como acredito, que o verdadeiro poder não se encontra nas mãos de um qualquer presidente, ou governo, mas sim na figura abstracta da economia, comandada por pessoas sem rosto, globalizada, embora centrada num núcleo forte, geradora de conflitos e atritos com vista à sua alimentação desenfreada e insaciável, a vitória de quem quer que seja, apenas apazigua os nossos espíritos face à figura e à retórica que nos apresentará os novos factos.

 

04
Mar08

À MINHA NETA COM AMOR

samueldabo

Leonor,

ou Tita , para ti, para nós que te amamos e exultamos com o desabrochar da tua personalidade.

Tão linda, pequenina, frágil, encantadora nos gestos e nas palavras que começas a conjugar com autoridade.

És o futuro. És um mundo de fantasia na nossa realidade apodrecida

És o culminar de uma existência densamente percorrida. Um amor de menina, uma paixão eterna.

És a segunda mulher da minha vida e prometo amar-te como amei e amo a primeira.

 

do teu avô

03
Mar08

ESPIRITOS À SOLTA

samueldabo

O café pastelaria, tertúlia , onde navegávamos, metafísicos , na abordagem do conhecimento das coisas novas que, afinal, eram comuns noutras paragens, deixou de existir há muito.

Foi loja de moda, de artesanato e agora é nada. Vazio. Nem a memória das divagações literárias, as fífias juvenis a procurar afirmação de personalidade. Jogos do ser e do nada.

Ao cimo da rua que começa no largo da praça em direcção ao mar. Mar que já esteve mais longe, deixando aos prazeres um extenso areal de areia fina, as dunas salpicadas de cardos e chorões , a esconder, por vezes,  actos de natureza proibida. Só resta, num recôndito do cérebro , o avivar das emoções de quem resiste. E saltam nomes na memória: Pedro, Carlos, Lauri , João,  o Sr. . Farinha, patriarca, as raparigas, Tatiana, as Ginas de Regina e Virgínia Jeni , de Eugénia,

Onde estão?

O café a meio cêntimo, os nata sem correspondência monetária a um escudo e vinte centavos. As andanças a pé 

Os projectos megalómanos, literatura, artes plásticas, ciência. O futuro com a guerra ali tão próxima e a legião de mulheres de xailes negros sobre roupa negra, que subiam a rua, passavam junto à montra apressadas, canastras à cabeça a ver o peixe chegar, daí a instantes, alheadas das congeminações efabuladas de uma pretensa elite desassossegada.

 

Pedro, o chouriço roubado na pastelaria do largo, a garrafa de vinho comprada com a reunião dos trocos de cada um, o assalto à residência de Verão dos pais dele o churrasco em álcool , a amizade sem limites.

Foi piloto aviador. Achámo-nos na Aldeia Formosa, numa manhã quente de África e fez questão de me lançar numa experiência única. Voar.

Um avião de guerra, morte destruição, dor, num dos raros momentos ao serviço da paz.

Pedro brincou com o pequeno T6 no ar rarefeito, subindo a pique, rumo ao infinito e de repente, uma inversão, rodando sobre si próprio, a descida vertiginosa.

Na subida, era como se todas as entranhas quisessem soltar-se do meu corpo miúdo,ao contário da descida em que o cérebro parecia saltar a todo o momento. Náuseas .

Suicidou-se, poucos anos depois do regresso, com gás doméstico. Não com napalm.

Carlos, o poeta, engenheiro de sistemas, talvez o mais erudito da tertúlia , não terá resistido à pressão. De quê? Suicidou-se em condições misteriosas.

Jeni , a bela e encantadora Jeni . A medicina era a sua paixão. Salvar vidas. Aprender e dar tudo de novo. Minorar a dor, de preferência pediatria. Sonhadora, linda. Uma doença súbita e fatal. Um cancro galopante e imparável no sangue. Os sonhos desfeitos de encontro à interrogação que nos acode: Que andamos nós a fazer aqui? Que força é esta que nos impele a lutar, sem tréguas e a cair, desfalecidos, inertes, sem que o possamos impedir.

Regina, Tatiana, Lauri e os outros. Que é feito de vós.?

 

 

registed by: Samuel Dabó

 

02
Mar08

MEMÓRIAS DA GUERRA (G)

samueldabo

O cacimbo tomava conta da manhã ainda sem sol, quando o furriel das minas e armadilhas chamou Manuel António para que o acompanhasse numa missão delicada.

-Porquê eu? Sou pacifista e não há nada que mais abomine. Ver, participar, na montagem de ardis mortíferos.

-Escolhi-o porque você é mais responsável. Julga que gosto de o fazer? Como eu andava longe de pensar que iria ter de fazer uso da especialidade. Você dá-me mais segurança e, lamento, mas não pode recusar.

Partiram com uma escolta pequena para verificar o estado da armadilhas à volta do quartel e montar outras em locais diferentes. Segurança. Medo.

Na guerra aprende-se o sentido da morte. Até então, jovens, todos os dias são de alegres conquistas.

O furriel, delicadamente , sem tremer, retira a peça metálica do interior do bornal. Trata-a como se fora uma preciosidade, manuseia-a com uma lentidão exasperante. Manuel António queria ver-se livre deste momento sem tréguas.

Pensava em macacos imprevidentes ou crianças, mães, pais, como nós somos ou vamos ser. Alheios ao fio metálico, quase transparente, atravessado nos carreiros, confundidos com as folhas das arvores em fim de vida, espalhadas pelo chão trilhado há séculos.

O furriel olhou para Manuel António e fez-lhe um sinal com os olhos. Estamos quase.

Terminado o serviço regressaram em silêncio, acobardados  por não serem capazes de dizer não. Procurando encontrar motivos validados na consciência. Um desassossego permanente que, à chegada, iria ser desfeito em cerveja.

 

 

registed by: Samuel Dabó

01
Mar08

A PRIMAVERA COM AMOR

samueldabo

Aqui onde estou, no terraço da casa sobre a falésia, vejo o mar azul e o rio, mansos de felicidade, gerando vidas e sistemas, e saúdo a Primavera que se desenha no sol resplandecente de vigor espraiando-se pelos seres que dele colhem a alegria de viver.

Na pequena praia que a baixa da maré deixa a descoberto, por algumas horas, brincam crianças inebriadas da liberdade súbita e livre de proibições absurdas. ~- Cuidado, não vás para aí!

Daqui vos exorto, a ti flor de Lotus embebida em tormentos recônditos de Inverno, e a quantos a vida amarga a existência.

Destapemos o manto diáfano da fantasia.

É a hora de expormos a nudez forte da verdade.

A Eça o que for de Eça.

Bem vinda a Primavera que aí vem.

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