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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

22
Fev08

O COMENDADOR J.B.

samueldabo

O comendador Joe Berardo calou-se de repente. Há muitos dias que não é noticia.

Das duas uma: ou os média tiraram-lhe o tapete da fama, ou  lembrou-se do ditado popular"pela boca morre o peixe".

21
Fev08

PROCLAMAÇÃO DO CAOS

samueldabo

Hoje é dia de abolir.

Proclamamos o caos Universal.

Em toda a parte, as pessoas vão abandonar os locais de trabalho.

É decretado o fim do dinheiro.

A propriedade é pertença de todos

As mulheres com cio seduzem os homens que vagueiam, sedentos.

Não há esposos lícitos e casais comprometidos.

Os filhos não reconhecem os pais.

A criação metodizada, acabou.

Fecham fábricas ,bancos e sociedades de mediação.

Fecham escolas, comércio e casas de prostituição.

O Sol vai continuar a brilhar por mais algum tempo.

É extinta a poluição.

Os automóveis param .

Os agiotas revoltados são queimados juntamente com o dinheiro amealhado.

A água corre livremente nas torneiras.

A electricidade e o gás são consumidos até ao fim.

A floresta cresce selvagem.

Os animais recuperam o estatuto perdido, o cão, o gato, a sardanisca, etc...

Voltam os piolhos, as lêndeas e percevejos.

Acabaram os perfumes sedutores e enganosos.

Dão-se vivas ao odor corporal genuíno.

Os escritores e outros intelectuais morrem de fome, porque tolhidos de iniciativa prática e são comidos pelos ratos e outras pequenas feras que ajudaram  a sair de cena.

Não há telefones, rádio, televisão, jornais.

Não há crimes, violações, raptos.

A corrupção foi-se.

Nada.

Os computadores jazem, inactivos.

Casinos e outras salas de jogo são palco de orgias compulsivas.

O sucesso, a liderança, vitória, derrota, angústia, desespero. Nada.

É proclamada a alegria.

Não há dor, sofrimento, doença.

Não há stress. Nem enganos.

A cada um a sua verdade.

Não há culpa, erros, perdão que já fiz merda .

Fronteiras abertas e a linguagem dos gestos.

Fim ao terror dos chefes e dos impostos.

Fim aos monopólios da verdade viciada.

Não mais vendedores porta a porta.

Não mais aviões, satélites. foguetões. Céu limpo.

Exércitos desfeitos.

Armas incineradas .

Não há ódio. Só amor. solidariedade. Porque estamos, enfim sós, e cada um precisa irremediavelmente do outro para subsistir. Partilhamos a alegria e o  poder de decidir .

Vivemos cada dia. Não há futuro.

Até que alguém nos ache.

 

 

 registed by: Samuel Dabó

19
Fev08

CONHITA

samueldabo

As pernas arqueadas e magras, mas firmes no andar saltitante e apressado, os braços caídos, bamboleantes, o rosto arredondado pela barba farta e negra, ponteada aqui e ali de brancos amarelados pela acção do tabaco. Conhita.

As drogas e o pequeno crime tinham-no tornado um personagem cauteloso e avisado. Andava como um chimpanzé, mas com o garbo dum homem.

O mar e a montamha, a falésia, era tudo o que queria ter à sua disposição. Que ninguém se atrevesse a proibir, a sonegar essa pertença onde conhecia cada carreiro nas escarpas ou o refluxo das correntes e os cabeços onde o peixe mariscava.

Consumia drogas desde que o pai, feirante, o tirara da escola para percorrer vilas e cidades do interior, no comércio de tachos e panelas,  em feiras itenerantes que não tinham fim.

O pai, entretanto, morreu dum tiro perdido em zaragata raiana, cheio de dividas de jogo e das promessas de pagamento da mercadoria do negócio.

Conhita viu-se sózinho e fez-se à vida. Trabalhava em biscates e na pesca artesanal. Fazia pequeno tráfico e roubava. Só roubava quando não tinha onde ganhar e porque a pressão do conssumo era  a sua fraqueza.

Muitas vezes, os companheiros que esperavam no areal a chegada da embarcação que fora largar as redes, eram surpreendidos pelos seus gritos de guerra, qual fera acossada, e a  figura grotesca batendo com os punhos cerrados no peito escanzelado.,no alto da falésia, em movimentos inquietos, num recorte da paisagem, entre arbustos de camarinhas e no horizonte o sol avermelhado que se afundava no mar. Conhita.

Um dia apareceu na vila e era como se não conhecesse as pessoas de todos os dias. Atravessou o largo da praça em direcção à praia profundamente alheado do mundo em movimento e dos acenos de amigos. Nada. Era como se vagueasse isolado num mundo sem encontros habituais.

Conhita teve uma premonição durante a noite mal dormida, entre as alucinações provocadas pela droga e sonhos de uma vida antiga. . Fora convocado para um encontro, num local da falésia que só ele sabia, e onde lhe seriam revelados os designios que doravante, se aceitasse, revogariam a sua vida marginal.

 

 

registed by: Samuel Dabo

13
Fev08

OS PROFESSORES - A MISSÃO

samueldabo

A batalha da educação está em marcha.

O programa Novas Oportunidades retornou a auto-estima a muitos Portugueses. Vai educar adultos. Vai melhorar o desempenho dos formandos.

As reformas nos sistemas de educação  e na reorganização da escola visam melhorar o ensino e co-responsabilizar os intervenientes.

Os professores devem ser bem pagos e incentivados a melhorar os seus conhecimentos pedagógicos e das ciências da educação.

Os professores estão na linha da frente desta batalha e devem enfrentar os desafios com grande espírito de missão.

O oficio  (arte) de professor deveria ser encarado como o do médico e exercido sob juramento de fidelidade à causa da educação.

Os professores não devem temer a avaliação do seu trabalho, como o comum dos trabalhadores não teme.

Sendo a educação um sector chave para Portugal se desenvolver, é natural que se movam interesses à procura do lucro fácil e ou de vitórias demagógicas sobre decisões contrárias à velha ordem.

Saúdo esta reforma  e espero que os intervenientes saibam usar de bom senso e sabedoria para ultrapassar diferenças, por ventura, de natureza meramente interpretativa.

 

 

 

13
Fev08

MEMÓRIAS DA GUERRA (E)

samueldabo

Inicio de Outono, cinzento e confuso, com um sol medroso e ténue a querer romper nuvens compactas que se avolumam em catadupas de espuma.

Desde os primeiros alvores, ainda a neblina cobria a pequena cidade interior, os homens afadigaram-se carregando a bagagem nos carros de transporte, verde guerra.

Para muitos era a primeira grande viagem que faziam . Para alguns era a Pátria em perigo que os chamava ao cumprimento do dever. Para alguns outros, poucos , era a desgraça de uma vida em expansão , cortada no limiar da subida, calçada íngreme, rumo a um mundo de acasos imprevistos, perdidos na irracionalidade duma guerra de e por interesses que não que não albergavam em suas mentes abertas.

Manel António, o rosto magro, macerado pela insónia consentida, povoada de  imagens absurdas, a imagem de Alexandra, menina bonita, o seu amor que doía nas entranhas, um amor absoluto, denso. Em frente.

Foi curta a viagem até ao comboio, uma imensa lagarta de muitos pés que os levaria, pachorrentamente, até ao cais de embarque. Para onde vais? Para onde vamos?

Houvesse uma força poderosa onde acoitar-se. Fugir. Nem Deus nem o Diabo. Há muito deixara  os caminhos míticos . Só o homem pode salvar o homem. O homem é o fim. Abrir mentalidades.

O comboio, ás vezes, apitava. Um silvo agudo que trespassava o cérebro afoito na construção dos cenários possíveis e que sempre terminavam num fim feliz . Vencer! Chegar!

Uma multidão de gente, pais, irmãos, amigos, filhos, amores. Gente com lágrimas.

Alexandra, meu grande amor. Um perfume a pinheiros e maresias.. Um sorriso de confiança. Vencer!  Chegar! E começar tudo, não de novo, mas do ponto de partida. Como se o que vai haver, não houvesse. Colocaremos aqui uma virgula e em breve, 18 20 24 meses, os que forem, reataremos o período longo que concebemos um dia.

As pessoas movimentavam-se inquietas, beijos e abraços de despedida. Apresentações. O choro convulsivo das crianças de olhos incrédulos. As senhoras do M.N.F.distribuindo lembranças. O apito do barco. Imenso. Os lábios que não queriam desligar. Sofreguidão. Angústia.

Do alto da amurada do navio, os olhos fixos na imagem que já era sonho. Os três apitos. A largada. A cabeça a estalar. Os acenos de mãos e o rumor de vozes e choros. A Barra. A multidão já difusa. A cidade que vai desaparecendo do alcance e o mar.

Para muitos, era a primeira vez que viam tanto mar, habituados a rios e riachos. Havia na minha terra, junto à costa, velhos pescadores que acreditavam não haver mais nada para lá do mar. O mar é o fim do mundo.

Foi dum país , com um povo assim, que partimos. Hoje. Outono cinzento e denso.

O navio tinha três classes e o porão, para alojar cerca de mill homens. Uns mais homens que outros.

A Manuel António calhou o porão

O porão do navio adaptado a dormitório de cabos e soldados era Dantesco. Indescritível .

Quando mais tarde, em África, encontraram algum Baga-Baga , destruído,poderam fazer a comparação.

Os homens moviam-se como formigas. Não tão lestos. As camas em beliche, madeira escurecida e húmida. A última, rente ao teto, emparedando as ideias. Corredores estreitos, não fosse a manada magoar-se. Com o avançar do tempo, o enjoo, vómitos. Cheiro nauseabundo. Corpos mal lavados. Mais vómitos. O teto ali rente aos olhos. Loucura.

Manuel António e alguns outros, procuraram abrigo no tombadilho. Ah! O mar. Nascido e criado junto ao mar. Lá, onde a terra acaba. Alexandra.

 

 

 

registed By: Samuel Dabó

 

12
Fev08

MEMÓRIAS DA GUERRA (D)

samueldabo

Era uma menina de olhos grandes e escuros, corpo franzino, esguio e  uns seios pequenos a despontar no peito desnudo. Frágil andarilha nas extensas bolanhas circundadas de capim alto e protector. Era uma figura ágil, graciosa, bem enquadrada na emblemática paisagem, ao fundo, nos seus nove dez anos de vida.

O amendoim é uma fonte importante na riqueza da Aldeia, cabendo às mulheres essa tarefa árdua da apanha, antes que as chuvas cheguem.

O furriel Delfim, há muito que observava Assumane Baldé. Seguia-a sempre que o ócio o permitia. E lá estava ele, olhos lascivos. Ausente da realidade deixada há muitos meses na grande metrópole.

Era um jovem magro, a três morena, do sol impiedoso que surgia todos os dias com a mesma intensidade. Tórrido.

Os olhos fixos na presa indefesa que se movia em passos curtos, o pano subido, entreaberto, deixando entrever parte das coxas e adivinhar o fruto da gula de Delfim.

Tinha-a contratado como lavadeira e quando Assumane ia entregar a roupa, por mais de uma vez, tentou arrastá-la. Ao que a menina, abrindo muito os olhos de espanto, recusava dizendo:

- Não, meu furriel. Sou bajuda.

Agora ela estava ali, ao seu dispor e sem gente à vista. Foi caminhando na sua direcção.

"hoje não me escapas", proferiu entre dentes.

Escondido, pelo capim, Manel , o básico, observava os movimentos de Delfim, e , mexia-se ,rebarbativo., de olhos esbugalhados.

Assumane,distraida , só deu pela presença de Delfim quando este a agarrou pela cintura e a deitou por terra.

-Não, meu furriel, sou bajuda.

IIndiferente , Delfim procurou satisfazer a torrente de desejo há muito contida, arrancando o pano com sofreguidão animal, sem afectos. E penetrando, rasgando o anus estreito de Assume. Arfante, decrépito de razão, numa mistura de sangue e esperma.. Tromm .

Uma explosão, e outra. Num momento tudo se apagou na sua mente febril, deixou a menina inerte e fugiu, ora correndo ora rastejando, para o abrigo do quartel.

Assume, ali ficou por instantes, aparvalhada pela violência sofrida, sem perceber o que se passava, levantou-se tentando ver alguém que lhe valesse, chorando, chorando. Tromm , Tromm , novas explosões a circundar o quartel, uma das granadas caiu no meio da parada. Soldados correndo aos seus abrigos. Vozes de comando. Mais tiros, explosões, atropelos. Medo.

E Assume sozinha, no exterior do quartel, sem forças nem defesas, chorando, chorando,apanhada em fogo cruzado, sem tempo para viver. Até que, como se vinda de Deus, uma granada de morteiro desfez o que restava do seu corpo franzino de menina.

 

 

 

registed by: Samuel Dabó

 

 

 

12
Fev08

SE...

samueldabo
se:

-grande parte dos empresários portugueses não sofresse do síndroma do neocolonialismo.

-repartissem com mais equidade o resultado das mais valias obtidas com trabalho.

-não despedissem os mais aptos, em prol da mediocridade, mais submissa.

-os desempregados tivessem direito a 13º mês.

-os desempregados recebessem 70% e não 65% da última remuneração.

-os políticos fossem todos ricos e não auferissem rendimentos quando eleitos.

-os produtos a comercializar tivessem as mesmas regras do registo de nomes para empresas.

-a mentira, a traição a trafulhice, a mediocridade, não fossem premiadas.

-o ordenado mínimo fosse já de 1ooo euros/mês.

-os professores fossem avaliados, através de formação pedagógica exigente.

-a elaboração das disciplinas e matérias fosse entregue a cientistas da educação.

-a tarefa de educar os mais incipientes, os alcoólicos, toxicodependentes, fosse um desígnio
Nacional.
-todas as drogas fossem liberalizadas.
-a riqueza não se medisse pelo dinheiro acumulado ou a grandeza das propriedades.
-o futebol não fosse uma instituição intocável.
-50%da população lesse os livros que se publicam.
-as leis fossem mais precisas e não deixassem espaço para juízes e advogados a manipularem.
-houvesse um livrinho vermelho para corrigir as pessoas.
-acabassem as forças armadas.
-se os responsáveis pela politica de ambiente tivessem netos.
-os casinos e bingo fossem abolidos.
-as mulheres Portuguesas fossem mais feias.
-o ser homem não fosse uma condição de mérito.
-nos orgulhássemos que Thomas Morus escolheu um Português para indutor da sua Utopia.
Estaríamos,por ventura, mais bem posicionados no ranking dos países desenvolvidos do mundo.



registed by: Samuel Dabó
12
Fev08

A VIDA É BELA!

samueldabo

A vida é encantadora até por volta dos cinco seis anos, quando tudo o que já se adivinhava, disciplina  responsabilidade , começa a ser exigência abusiva.

Lembrar os primeiros sorrisos inocentes, o início dos passos imprecisos, as quedas aparatosas, as palavras que fomos acumulando, talvez desde o aconchego uterino, a surgirem em catadupa sem preocupações de estilo. Encanto.

O tempo corre em desfavor e depressa chega o primeiro emprego oficial, a escola. Onde os confrontos preparatórios do parque infantil, passam a valer a afirmação do carácter. Ser primeiro. Aplicar os conhecimentos adquiridos. Ser um espelho da família. Já!

As brincadeiras ganham o epíteto de traquinices, maldades, terroristas...

Mais tarde, os namoricos de circunstância, perdas de apetite e de estudo. Maus resultados, sermões , castigos. Desilusões que marcam e fortalecem ou resvalam os níveis de personalidade.

As dificuldades à vida prazenteira vão crescendo ao passar dos anos. Aprendemos a mentir para esconder uma verdade em que ninguém acredita. (vale mais uma mentira apaziguadora que uma verdade demolidora). A intriga, a inveja induzida ( aquele conseguiu, ou, é bem comportado,etc .)

Chegados à adolescência, testadas que foram muitas experiências, a vida e o mundo são um sonho  feito de sonhos concebidos no âmago de nós, ou colocados à nossa disposição, pelo mundo dos grandes que vamos ser, corrompendo-nos para uso dos seus propósitos e frustrações de grandeza. Isto só vamos aprender mais tarde, quando não podermos inverter o sentido da marcha.

O amor. Paixões efémeras que destroçam. Paixões sugeridas por uma insignificância, um fetiche, um tique, uma aparência libidinosa que nos trai. Paixões vendidas desde há milénios. O absoluto do ideal de beleza que não conseguimos assimilar. A formação defeituosa baseada em aforismos e demais banalidades.

O trabalho. Vencer a inércia dos valores estabelecidos. Inovar os meios de produção e o trato. Sangue novo. Lidar com trafulhas da eficácia e com gente acomodada. A censura que impede a progressão, corta o bico do rouxinol para que deixe de cantar. As traições de colegas em risco. As mudanças. E tudo de novo, mas com renovado fôlego.

Os filhos.  E vamos querer fazer tudo diferente. Mas o mundo alterou, não mudou. As mentalidades alteraram conceitos, não mudaram. Baralharam, e deram de novo, com o mesmo baralho viciado com que iniciaram a conquista da individualidade para o colectivo. A bem da Nação ou a bem do Povo, tanto faz. A bem dos accionistas ou a bem dos colaboradores.

Os netos são a última chance. Revivemos, então,  a nossa própria infância que não recordamos, a dos nossos filhos, que a preocupação com com o êxito da carreira não permitiu acompanhar.

 

 

registed by: Samuel Dabó

 

12
Fev08

CORRUPCÇÃO (III)

samueldabo
Os atentados ao Presidente e Primeiro Ministro de Timor Leste, são o corolário dos jogos de interesses que a simples razão de ser possuidor de importantes jazidas de petróleo, suscita e provoca a constante instabilidade.



Em Timor também existem importantes plantações de café. Sabendo nós que um quilo de café custa mais caro que o equivalente de petróleo, sugerimos mais reflexão aos facínoras do poder financeiro, porque a morte está há distância de um suspiro.



Quanto ao facto em si, e a acreditar nas noticias dos média, não compreendemos como é possível que após uma hora de tiroteio e morto o indiciado cabecilha da acção, alguém tenha baleado o Presidente Ramos Horta.



Estamos convictos que, neste caso, até a policia judiciária faria um brilharete.
11
Fev08

CORRUPÇÃO (II)

samueldabo
Os estados são todos corruptos?!
Os serviços secretos são instigados à corrupção para obterem informações.
As policias de todo o mundo,pagam as informações, corrompendo marginais e não só.
Há testemunhas pagas para depor em tribunal Sobre causas onde,por vezes, nem conhecem os intervenientes na contenda.
As grandes empresas praticam a espionagem, Industrial ou Comercial, e pagam bem as informações dos traidores.
Há chefes que premeiam os delatores, com promoções e outras mordomias.
Nos concursos públicos de vulto, há sempre alguma informação restrita, sobre alterações previstas ao projecto, que vão projectar os custos e que não são do conhecimento de todos os concorrentes.
Há também a coacção fisica, as ameaças de morte, sobre quem decide ou um familiar querido. Sendo a vida o bem mais precioso, este é o meio mais caro para corromper.
As coisas só se descobrem se houver falha de pagamento. Mas mesmo nestes casos, a teia é tão densa que só a arraia miúda é implicada.
Entre pares, quem é que não gosta de saber o que pensa e faz, ou se propõe fazer, o outro lado?
E vale tudo...

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