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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

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21
Fev08

PROCLAMAÇÃO DO CAOS

samueldabo

Hoje é dia de abolir.

Proclamamos o caos Universal.

Em toda a parte, as pessoas vão abandonar os locais de trabalho.

É decretado o fim do dinheiro.

A propriedade é pertença de todos

As mulheres com cio seduzem os homens que vagueiam, sedentos.

Não há esposos lícitos e casais comprometidos.

Os filhos não reconhecem os pais.

A criação metodizada, acabou.

Fecham fábricas ,bancos e sociedades de mediação.

Fecham escolas, comércio e casas de prostituição.

O Sol vai continuar a brilhar por mais algum tempo.

É extinta a poluição.

Os automóveis param .

Os agiotas revoltados são queimados juntamente com o dinheiro amealhado.

A água corre livremente nas torneiras.

A electricidade e o gás são consumidos até ao fim.

A floresta cresce selvagem.

Os animais recuperam o estatuto perdido, o cão, o gato, a sardanisca, etc...

Voltam os piolhos, as lêndeas e percevejos.

Acabaram os perfumes sedutores e enganosos.

Dão-se vivas ao odor corporal genuíno.

Os escritores e outros intelectuais morrem de fome, porque tolhidos de iniciativa prática e são comidos pelos ratos e outras pequenas feras que ajudaram  a sair de cena.

Não há telefones, rádio, televisão, jornais.

Não há crimes, violações, raptos.

A corrupção foi-se.

Nada.

Os computadores jazem, inactivos.

Casinos e outras salas de jogo são palco de orgias compulsivas.

O sucesso, a liderança, vitória, derrota, angústia, desespero. Nada.

É proclamada a alegria.

Não há dor, sofrimento, doença.

Não há stress. Nem enganos.

A cada um a sua verdade.

Não há culpa, erros, perdão que já fiz merda .

Fronteiras abertas e a linguagem dos gestos.

Fim ao terror dos chefes e dos impostos.

Fim aos monopólios da verdade viciada.

Não mais vendedores porta a porta.

Não mais aviões, satélites. foguetões. Céu limpo.

Exércitos desfeitos.

Armas incineradas .

Não há ódio. Só amor. solidariedade. Porque estamos, enfim sós, e cada um precisa irremediavelmente do outro para subsistir. Partilhamos a alegria e o  poder de decidir .

Vivemos cada dia. Não há futuro.

Até que alguém nos ache.

 

 

 registed by: Samuel Dabó

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