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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

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12
Fev08

A VIDA É BELA!

samueldabo

A vida é encantadora até por volta dos cinco seis anos, quando tudo o que já se adivinhava, disciplina  responsabilidade , começa a ser exigência abusiva.

Lembrar os primeiros sorrisos inocentes, o início dos passos imprecisos, as quedas aparatosas, as palavras que fomos acumulando, talvez desde o aconchego uterino, a surgirem em catadupa sem preocupações de estilo. Encanto.

O tempo corre em desfavor e depressa chega o primeiro emprego oficial, a escola. Onde os confrontos preparatórios do parque infantil, passam a valer a afirmação do carácter. Ser primeiro. Aplicar os conhecimentos adquiridos. Ser um espelho da família. Já!

As brincadeiras ganham o epíteto de traquinices, maldades, terroristas...

Mais tarde, os namoricos de circunstância, perdas de apetite e de estudo. Maus resultados, sermões , castigos. Desilusões que marcam e fortalecem ou resvalam os níveis de personalidade.

As dificuldades à vida prazenteira vão crescendo ao passar dos anos. Aprendemos a mentir para esconder uma verdade em que ninguém acredita. (vale mais uma mentira apaziguadora que uma verdade demolidora). A intriga, a inveja induzida ( aquele conseguiu, ou, é bem comportado,etc .)

Chegados à adolescência, testadas que foram muitas experiências, a vida e o mundo são um sonho  feito de sonhos concebidos no âmago de nós, ou colocados à nossa disposição, pelo mundo dos grandes que vamos ser, corrompendo-nos para uso dos seus propósitos e frustrações de grandeza. Isto só vamos aprender mais tarde, quando não podermos inverter o sentido da marcha.

O amor. Paixões efémeras que destroçam. Paixões sugeridas por uma insignificância, um fetiche, um tique, uma aparência libidinosa que nos trai. Paixões vendidas desde há milénios. O absoluto do ideal de beleza que não conseguimos assimilar. A formação defeituosa baseada em aforismos e demais banalidades.

O trabalho. Vencer a inércia dos valores estabelecidos. Inovar os meios de produção e o trato. Sangue novo. Lidar com trafulhas da eficácia e com gente acomodada. A censura que impede a progressão, corta o bico do rouxinol para que deixe de cantar. As traições de colegas em risco. As mudanças. E tudo de novo, mas com renovado fôlego.

Os filhos.  E vamos querer fazer tudo diferente. Mas o mundo alterou, não mudou. As mentalidades alteraram conceitos, não mudaram. Baralharam, e deram de novo, com o mesmo baralho viciado com que iniciaram a conquista da individualidade para o colectivo. A bem da Nação ou a bem do Povo, tanto faz. A bem dos accionistas ou a bem dos colaboradores.

Os netos são a última chance. Revivemos, então,  a nossa própria infância que não recordamos, a dos nossos filhos, que a preocupação com com o êxito da carreira não permitiu acompanhar.

 

 

registed by: Samuel Dabó

 

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