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SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

SamuelDabó

exercícios de escrita de dentro da alma...conhecer a alma...

31
Jul18

SOMOS COMO ILHAS DE LIXO A ADEJAR NO ESPAÇO

samueldabo

lixo.jpg

 

foto pública tirada da net

 
 
SOMOS COMO ILHAS DE LIXO
A ADEJAR NO ESPAÇO
*
que fazemos nós aqui
tu e eu amiga amigo à mesma hora
sentados à beira da consciência
desbravando a memória eu consegui
obter a pista do segredo que demora
em estancar a violência
*
há um fio de sabedoria
que pensamos não dizer a toda gente
um acomodar às coisa mal feitas
pensar esmiuçar ideias seca d'alergia
que estremece o corpo agita a mente
não dissipa a dúvida se te deitas
*
vamos criar um forum
uma tertúlia d'ideias puras sublimadas
pela pureza de valores humanos
onde Amar seja o principal bem comum
infringindo leis e normas dezumanizadas
no conceito dos valores urbanos
*
penetrar no inconsciente
à procura das memorias ancestrais
tem de haver um modo de sair 
do enredo onde puseram a nossa mente
fazer resert reiniciar novos canais
um mundo novo com sentido e sem mentir
*
exorto o pensamento a agir
exorcizando da vontade humana a quietude
que pasma ante a ganância
não adianta fechar a mente para poder fugir
que a humanidade mude a atitude
que não se acobarde perante a arrogância
*
a força do pensamento está na base
é preciso desmestificar a  história e seus mentores
que acorrentam o homem a falsos conceitos
partir do nada e construir de novo em cada fase
a ideia de sermos da vida os guardadores
livres e responsáveis sabendo que somos imperfeitos
*
que fazemos nós aqui sentados
amigas e amigos à beira da humana insolvência
devagar que temos pressa a meditar
sobre a barbárie dos nossos antepassados
vamos construir do ser a existência
varrer as ilhas de lixo que há na terra e no mar
 
jrg
28
Abr18

DESEJOS À CHUVA

samueldabo

 

Chuva.jpg

 imagem pública tirada da net

*
DESEJOS À CHUVA
*
a chuva espalha a penumbra
pelos recantos da casa
enche as almas de melancolia
corpos sentados à sombra
desejos contidos numa pausa
a ouvir no mar a maresia
*
almas e corpos desassossegam
em abraços compulsivos
silêncio e os toques eléctricos
nos sonhos que navegam
nas pingos de chuva invasivos
que seduzem patéticos
*
gotas de água pura deslizantes
no silêncio da vidraça
dão um encanto mágico à janela
silenciosas e amantes
servem o desejo erguem a taça
gota de água tão bela
*
jrg

31
Dez17

FELIZ ANO 2018 - QUE SEJA ANO NOVO - QUE SEJA ANO BOM - FELIZ ANO NOVO HUMANIDADE!

samueldabo

 

Antártida.jpg

Samoa.jpg

Vavau Tonga.jpg

Terra.jpg

imagens públicas tiradas da net

 

FELIZ ANO 2018
QUE SEJA ANO NOVO
QUE SEJA ANO BOM
FELIZ ANO NOVO HUMANIDADE!
*
é em Kiribati
em Samoa e Tonga
que todos os anos
o ano muda primeiro
ainda que seja
a primazia na Antárctida
deserta de humanidade
que a hora muda
do passado para o futuro
isto no calendário
chamado Gregoriano
todos os anos
cada mudança de ano
há o desejo o voto
a esperança a euforia
a promessa a jura
de que seremos melhores
talvez bebamos demais
porque não passamos de bárbaros
ante a humanidade
humilde simples genuína
ou talvez seja desta
dizemos de corpo erguido
inebriados de emoção
a derradeira passagem do velho
para o novo humanismo
Bom Ano novo e Bom activai
a nossa consciência
envia-nos pétalas de Primavera
jazidas de amor
poços de amizade fraterna
paz sem condições
boas cotações na bolsa da fraternidade
átomos mutantes
porque é duma nova mutação
que a espécie humana precisa
sem ganância nem inveja
sem luxúria sem intriga ciúme
sem corruptos ladrões
porque Humanidade somos todos
e cada um de nós
Feliz ano novo Humanidade!
jrg

19
Dez16

MEMÓRIAS DO TEMPO DAS FESTAS DE NATAL NA VILA ONDE CRESCI...A COSTA DE CAPARICA!...

samueldabo

MEMÓRIAS DO TEMPO DAS FESTAS DE NATAL
NA VILA ONDE CRESCI...A COSTA DA CAPARICA
***
Na vila da Costa da Caparica onde eu cresci, todos os anos pelo natal toda a gente estreava uma roupa nova...todos menos os filhos da Aldigundes porque eram duma pobreza extrema...havia arroz doce na mesa, filhós e rabanadas caseiras...e um brinquedo, nem que fosse de de madeira grosseira ou de lata com pintura esborratada...
*
Matava-se o Perú que todo ano se alimentara de minhocas e grãos no juncal...às vezes de restos de hortaliças...porque era o dia de comer carne em terra de peixe farto...
*
Lembro aquele natal em que, como habitualmente, não esperava ter os presentes dos meus sonhos de menino...noite dentro ouvi as vozes da mãe e do pai num sussurro de mistério...a noite era fria mas a curiosidade aquecia-me o corpo e a alma impacientes...
...

A Gisela.jpg

O João Paulo.jpg

 Estes da foto são a minha mãe natal e o meu pai natal

...
Foi no ano em que descobri que não havia pai natal...que afinal era o meu pai quem preenchia o sapatinho à meia noite com a prenda que podia comprar...acordei o meu irmão após o silêncio que indiciava que os pais se foram deitar e fomos junto à
árvore de natal onde tínhamos colocado as botas de cardas... vimos que as botas tinham presentes...e quando nos preparávamos para os desembrulhar, ouvimos a voz do pai a mandar-nos deitar...
*
A noite passou tão lentamente que doía de tanto imaginar o que estaria dentro daqueles embrulhos compridos que não se pareciam com nada...sonhos e pesadelos alimentaram o pensamento adormecido...voltas e mais voltas na cama de folhelho .*
Enfim era manhã...já o sol entrava pela janela e ouviam-se vozes vindas da cozinha...corremos para a árvore...cada qual à sua bota...rasgámos o embrulho...e... a nossos olhos deslumbrados, um revólver que parecia de verdade, grande, de cano
comprido, com o tambor cheio de balas e que rodava...um gatilho que ao disparar fazia um estalido seco...tal qual como os dos filmes americanos que, à socapa, já começáramos a ver...com coldres e tudo...o cinturão...não...não era sonho...
*
Só muito mais tarde é que aprendi o verdadeiro significado do natal e de como havia muitos mais filhos de Aldigundes que não estreavam roupa nem recebiam presentes...

Mas pronto...é uma tradição festiva...trocam-se presentes e comem-se iguarias...juntam-se famílias...algumas desavindas aceitam as tréguas e no calor do álcool até trocam abraços e sorrisos...por um dia descobrem a paz e o amor que trazem
escondidos o ano todo...
*
Amanhã é já outro dia e uma semana depois um ano novo...renova-se a esperança...acicata-se o ódio...a indiferença...mas há sempre alguém que se passa
para o lado do amor...um dia seremos humanidade a sério...acérrimos defensores da nossa dignidade humana e da dos doutros...para que ninguém fique do lado de fora da
festa...de todas as festas...um dia em que não haja guerra nem terror sobre os inocentes...
*
Boas festas para todos e activem a consciência...por um novo Humanismo!...
jrg
PS:
Obrigado meus pais Natal por me incentivarem a sonhar!...jrg

01
Jan16

BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!

samueldabo

anonovo1-150x150.gif

 

 
BRINDO A UM ANO DE CONSCIÊNCIA HUMANA!
 
A todas as minhas amigas...a todos os meus amigos atiro palavras ao tempo, angustiado pela desumanidade das relações humanas, entre famílias, entre grupos, comunidades e estados...penso MÁTRIA...exorto a consciência feminina para que se faça luz...a luz diáfana do amor...do humanismo...para que 2016 nos faça pensar um novo sistema de organização da vida...que 2016 nos iniba de ter medo...o medo de perder privilégios...o medo de não ter...ter...ter...que 2016 nos permita a veleidade de sermos mais humanos...intransigentes para com a desumanidade...que 2016 nos permita sermos mais racionais...usando a inteligência para nos desenvolvermos enquanto espécie livre de todos os preconceitos que as normas e as religiões, ao longo de milénios, nos impuseram como sacras...
jrg
dedico-vos estas palavras que alinhei em jeito de poema:
 
estalam foguetes
gritos e vivas
apodrecem nas sarjetas
os restos de iguarias
escorrem regatos de champanhe
apertam-se os corpos
beijam-se as faces os lábios
aquecem promessas
rogam-se desejos de mudança
enfim os sorrisos
rasgam de esperança
os rostos sombrios
que vagueiam na noite à procura
dum tempo novo..
jrg
31
Dez14

BEIJO MEU PIONEIRO

samueldabo

 

13.jpg

 

BEIJO MEU PIONEIRO
**

em cada ano que passa
ao cair da meia noite
lembro o beijo fascinante
lábios cheios de graça
teus e meus quem mais s'afoite
colhe o fogo galopante
*
em cada ano que passa
e já quarenta e oito passaram
sinto o amor maravilhoso
que um beijo sem mordaça
corações alvoroçaram
ano a ano mais gostoso
*
todos os anos à meia noite
nosso beijo nos renova
viciante este toque do desejo
que nos indica o norte
saindo vencedores em cada prova
gosto do nosso primeiro beijo
*
em cada beijo um ano novo
lascivo ou terno como eu o sinto
a banhar-me de amor
sendo o primeiro como diz o povo
inebriante como absinto
perfumado de magia o teu odor
*
soa a primeira badalada
rebentam foguetes em esplendor
os teus lábios nos meus
num beijo de alma apaixonada
ecoa no silêncio do amor
e sobe poderoso até aos céus
*
amo-te dizemos a meio do fôlego
arfa o teu peito impaciente
o beijo se prolonga através do tempo
com a alma em desassossego
sopram fervores que arrebatam loucamente
e nem o frio que faz o vento.
*
meu beijo de amor eterno
que sempre ao meu cair me levantou
por ser profundo e ser primeiro
meu beijo de estar em paz de mim sereno
que os teus lábios ávidos avivou
em cada ano que passa mais pioneiro
jrg

15
Out14

CENAS EM CONSTRUÇÃO

samueldabo

Uma brisa morna afagava a cor rosada do rosto de Alexandra, sem  conseguir que o fogo das ideias estabilizasse na sua mente alvoroçada pelo toque dos dedos dele...Manuel António sorria, enquanto avançava na descoberta do grande amor da sua vida.

Havia um perfume a rosas e frutos silvestres...havia magia nos olhos de ambos quando se cruzavam nas profundezas da alma.

SamuelDabó/jrg

26
Jan14

LANÇAMENTO DO LIVRO: O DESASSOSSEGO DA MEMÓRIA

samueldabo

 

 

Sinopse da obra
O livro, “O Desassossego da Memória”, procura ir
ao encontro da memória do homem enquanto espécie
natural não massificada pelas religiões e pelo fatalismo
da liderança dos poderes compulsivamente emergentes:
militares, económicos e financeiros, em busca do homem
real, consubstanciado na sua animalidade e na alma
feminina.
É um livro contra os preconceitos e que considera 
a sexualidade como um motor de libertação do 
inconsciente profundo… uma sexualidade atenta aos 
instintos perversos sem desrespeitar a animalidade de 
que somos possuídos… mas contendo-a nos limites da 
consciência em que cada um se movimenta… 
É a mulher que comanda as emoções.
Porque a memória é o factor principal do desassossego
de viver aqui se procura evidenciar o papel da
mulher em todo o desenvolvimento humano e o obscu-
rantismo a que foi votado o seu pensamento ao longo de
milénios.
A história do romance vive-se num ambiente de
demência política e cultural com a transformação do
mundo em decadência e à procura dos alicerces para um
novo Humanismo.
O autor convida-vos ao salutar exercício de pensar,
simplificando o raciocínio em toda a sua amplitude…
SAMUELDABÓ/jrg

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