Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

ESPERMATOZÓIDES -O KILLER VENCEDOR

Nos Seres Humanos bem como em muitas outras espécies existem dois tipos de espermatozóides normais. Um deles portador do cromossomo X (responsável pela formação de um ser do sexo feminino) e o outro portador do cromossomo Y (responsável pela formação de um ser do sexo masculino).

Em algumas espécies, nem todos os espermatozóides estão "programados" para fecundar a célula reprodutora feminina (dependendo da espécie numas o óvulo noutras o oócito II). A cada ejaculação, tomam a frente os espermatozóides "killers", os quais possuem certa capacidade de fagocitose, cuja principal função é destruir tudo o que estiver a frente (ex, outros espermatozóides, macrófagos da fêmea, etc.), e furar a parede da célula reprodutora feminina. Logo atrás, espermatozóides "soldados" são responsáveis pela escolta dos fecundantes propriamente ditos. Por último, os "soldados lentos" entopem os canais de muco (meio no qual os gâmetas se locomovem), dificultando a passagem de outros espermatozóides. Assim, se uma fêmea tiver copulado com dois parceiros, as chances de fecundação por um gâmeta do primeiro é substancialmente maior.

Retirado da Wilkipédia.

 

São milhões os espermatozóides que um homem expele numa ejaculação e que se atropelam, se digladiam, numa luta feroz, fratricida, para chegar ao óvulo feminino. Só um, dois, três, chegam ao seu destino, exaustos da batalha, por vezes feridos, outra doentes.
E cada espermatozoide que fecunda o óvulo feminino, torna-se gente. É um glorioso vencedor.

Gostaria de vos dizer e digo, mulheres e homens em desespero de vós. desesperados de encontrar um rumo próprio, mal amadas, desconfiadas da esperança.

Cada um de nós só pode ser um vencedor. depois que ganhámos a batalha de fertilização.

Partindo do pressuposto que saímos vitoriosos de uma batalha sem precedentes, em que todos morrem menos dois ou três, isso faz de nós seres únicos e dignos vencedores em qualquer parte do mundo.

Desesperados então porquê? Amemo-nos na plenitude de nós.

sinto-me: Vencedor
música: Requiem For a Dream
publicado por samueldabo às 09:50
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008

DESAFIO

Desafiado por Estou_Estupefacta

Fui desafiado pela minha amiga Estupefacta a considerar em seis palavras, um conceito ou estado consumado de vida.  São-nos pedidas seis palavras para uma muito curta biografia ou conceito. Podemos até adicionar imagens. Devemos colocar um link para quem nos desafiou e desafiar 5 novos blogs, avirem à valsa. E o que me apetece dizer é:

 

   Ter vivido em Absolutos do Amor

É o mais breve resumo de mim, da minha essência.

 

Os blogs desafiados, em concreto são:

 

http://juaninhalys.blogs.sapo.pt   http://chaparral.blogs.sapo.pt  Passiondance

 

                            Princess (^-^,)                                         Alzira Macedo

sinto-me: A Lua é dos amantes
música: Valsas. Strauss
publicado por samueldabo às 23:38
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Terça-feira, 10 de Junho de 2008

MEMÓRIAS DA GUERRA - DESERTAR

Manuel António no fundo da caserna e no  silêncio da madrugada, onde só o ruído constante e monótono do motor da geradora, tão monótono que deixara quase de se ouvir, soava na penumbra.

Deixar tudo para´trás, a família, o grande amor da sua vida. Sim era aqui que tudo esbatia e se embrulhava em reflexos de si e do problema que de si evoluía em emanações voláteis e pouco consistentes para agir.

Seria de noite, mas não enquanto todos dormissem, porque havia as sentinelas e toda a Aldeia para atravessar. Também não adejava  que fosse pegando o vento, em metáfora de fuga alada. Mas fugir, queria. Não fugir como soe dizer-se por cobardia, por não ter argumentos que satisfizessem a sua consciência, mas por sentir que era uma violência inútil, o que lhe ordenavam que fizesse. E havia as crianças que podiam morrer, nas armadilhas, nas emboscadas. As violações consentidas de mulheres, de crianças.

A palavra coragem a desenraizar-se, batendo nas têmporas latejantes, tornando-se grande e tapando a palavra amor que procurava subsistir em toda a plenitude da negativa de não o fazer, de ficar e aguentar.

Havia quem o tivesse feito antes. Paris, Argel. Uns tinham apoio financeiro, outros não. Chegados lá faziam-se à vida. Procuravam ajuda entre os que lá viviam e tinham segurado a existência e alargado o fio condutor. Digladiavam-se provavelmente noutras lutas não menos sórdidas.

Mas ele, Manuel António estava ali naquele fim de mundo. cheirando a catinga, suado e debatendo-se com a coragem e a cobardia, a razão e a ilusão do nada absoluto, onde a palavra amor ganhava uma particular acuidade. Sonhava com o amor de uma mulher absoluta de carisma na sua essência dela e na sua própria, dele, Manuel António.

Há dias que mal dormia. Debatia-se no infinito da virtude que se evadia de si enovelada em argumentos fantásticos de ser homem. Ser homem pela primeira vez, assumindo toda a responsabilidade de o ser e não mais se escudar em estímulos estereotipados de que alimentava  o próprio ego.

Podia ser morto na fuga. Ou no acto de captura, se os outros não se apercebessem que queria passar para o lado deles. Como entender-se com os dialectos da guerrilha? Não iria encontrar, por grande sorte , quem falasse Português e Amílcar Cabral estava morto.

A estratégia estava delineada na sua mente febril. Havia ainda os prós e os contras. A loucura total da irrazão. Vencer a todo o custo a mediocridade que se achava por não ser.

Na coluna os homens iam sempre em fila e ele escolheria ser o último. Ninguém gostava de ir em último. Olhar para trás e saber que não havia nada, gente sua. E deixar-se-ia ficar, como se tivesse perdido o contacto e ficado desorientado do rumo e não quisera gritar.

Levaria as cartas e os escritos que criara no tempo passado naquele pesadelo de mistério onde as pessoas tinham olhos profundos e as crianças olhavam abismados para a pele diferente.

A decisão aprumava-se na ideia em concreto. Ainda uns pequenos pormenores. Alguma resistência. Quando as cartas que enviava diariamente não chegassem. Imaginar a dor daquele corpo franzino e belo de mulher que amava do interior de si e que sentia ser igualmente amado, visceralmente amado. Como cortar este elo que o ligava em espírito.?

Tentou afastar as ideias por um momento. mas não, voltava tudo de novo, insistente, e a dor nas têmporas latejantes, como se fosse explodir a cabeça e tudo terminasse ali sem que tivesse de mover-se, em atitude.

Dois dias depois desta batalha mental, a noite pusera-se apática e dolorosamente quieta de luz do luar. Tudo opaco em redor de onde a luz dos candeeiros  não chegava.

Os homens ,convocados durante a tarde reuniam-se na parada. Peitos arfantes de confusão interior não manifestada. Gente boa dos campos e das cidades. Gente inteira, como os negros que agora em silêncio, também eles preparavam mais uma saída, como guias das picadas que iriam percorrer toda a noite em patrulha de reconhecimento, carne de primeira para balas e armadilhas. Prevenção.

Manuel António vai atrás, seguro de si, convicto da temeridade da ideia. Do que deixava ficar.

Os homens deambularam a noite toda e não encontraram a caça. Aos primeiros alvores da manhã entraram no quartel visivelmente cansados. Os rostos cor de cera. As pernas bambas, indolentes  e iam-se deixando cair pelos cantos de encontro à caserna.

O Alferes conta os homens, reconta e ,em sobressalto, diz que falta um homem.

Chama-os um por um. manda alguém  ás latrinas, ao interior da caserna, que voltam dizendo não haver ninguém mais.

Falta o Manuel António, o cabo.

sinto-me: comunicativo
música: bairro negro - José Afonso - Mariza
publicado por samueldabo às 15:47
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

QUANTOS SOMOS NA VERDADE?

Quantos somos, em nós e nos reconhecemos como um só quando enfrentamos as acções que nos vêm de fora e lhes respondemos com lascas do que somos ou inventamos ser ?

Todos os dias acordamos com a sensação de não sermos um monte de ossos provido de carne, com lianas de nervos e veias, rios de sangue e milhões de bactérias, umas nocivas e outras boas, que se encontram num limiar de si  a digladiar-se  entre si e fora de si, que nos consomem e renovam energia, num esforço quase inútil de nos fazerem aceitar a evidência mesquinha que somos tão frágeis e desprotegidos.

E a isto respondemos que temos a alma, que é um amalgama de vontade e de saber e que quanto maior o saber, maior a alma. Ou quanto maior a alma maior o saber.

A alma é então o cérebro que tudo comanda, de cima de nós e por dentro da pele e cartilagem óssea que se fecha e esconde esse centro de comando, aparentemente igual em cada corpo, mas de diferentes decisões e interpretação de conceitos, porque só aparentemente é igual na sua configuração externa.

Na sua essência, a matéria difere de ser para ser, por contaminação de outras almas ingénitas que subsistem e se transvasam de geração em geração.

Não basta dizer que sim- É preciso sentir.

Quantos somos em nós, afinal?

 

sinto-me: meditativo
música: bairro negro - José Afonso - Mariza
publicado por samueldabo às 10:06
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